terça-feira, 25 de agosto de 2026

Era para ser só mais um dia de praia...

Buongiorno! Adivinha o que fizemos hoje? Praia de novo, claaarooooo! Mas desta vez fomos para uma mais distante chamada Spiaggia di Torre San Giovanni (localizada na região conhecida como as Maldivas do Salento).

O curioso é que eu não a tinha mapeado para irmos. Porém, enquanto estávamos passeando pela Itália e interagindo com os locais, sempre que perguntávamos sobre praia no mar Jônico (queríamos mar transparente e areia branca), a grande maioria falava das Maldivas, então fomos! Pegamos uma esteira no Lido Isola Beach (bem mais em conta, mas com bem menos estrutura, claro). Deixei as coisas e fui caminhar na praia enquanto Amandinha ficou curtindo o sol.

O mar estava agitado (para a calmaria que venderam e vimos na praia do dia anterior), nada a ver com o que todo mundo estava falando. A água estava mais transparente do que a da praia de ontem, é verdade, mas não a ponto de ser considerada "Maldivas"... Mas beleza. Fui caminhando e comecei a reparar em uma nuvem muito escura do lado do continente. Olhava para o mar, azul e sem nuvens; olhava para o horizonte do continente, nuvem preta. E o vento permanente. Mas continuei caminhando. Aí reparei a nuvem se aproximar e o vento ficar mais forte, até que vi os salva-vidas tirando todo mundo do mar. Percebi que era sério e comecei a voltar para a nossa barraca. Quando notei que a nuvem estava cada vez mais perto, comecei a correr. Daí cheguei a uma parte que não reconheci (passei da barraca) e voltei correndo, já ficando nervosa. Não tinha mais ninguém no mar e as pessoas estavam indo embora da praia. Até que achei a barraca, encontrei Amandinha e fomos em direção ao carro.

Quando passamos pela estrutura principal da barraca (onde ficava o bar), Mandinha quis ir ao banheiro. Entramos, ela foi, a chuva começou forte e o pessoal do local começou a fechar o acesso (pois não cabiam mais pessoas). Ou seja, entramos na hora certa! Aí a chuva apertou, muito. Chuva, relâmpago, trovoada, vento... Muita água mesmo! Teve uma hora em que ouvimos barulhos mais fortes no telhado, e quando vejo está Amandinha tirando uma pedra pequena de granizo do meu braço (o lugar não era 100% fechado, então entrava um pouco de água). Rapaz... Devemos ter ficado bem uns 30 a 45 minutos na barraca esperando. Quando terminou, perguntei para a moça da barraca se aquilo era normal, e ela me respondeu com um "não" bem enfático. Depois ficamos sabendo que tinha sido um ciclone e que o lugar mais afetado foi justamente Porto Cesareo, onde fica nossa pousada! Seguem os links para alguns vídeos:

Depois que a chuva passou, resolvemos passear pela cidade de Gallipoli, que ficava mais ou menos na direção de onde estávamos hospedadas. Estacionamos o carro e fomos primeiro almoçar no restaurante Burrateria. Pensem em um lugar gostoso! Foi um dos melhores lugares onde almoçamos, e com um preço justo! Depois fomos comer um gelato na Cioccolati Gourmet e fomos passear pela orla. Mesmo com o mar meio mexido, dava para ver que era bem bonito!

Voltamos para o hotel (onde soubemos como o ciclone foi forte na cidade), nos arrumamos e fomos ver o pôr do sol no Fly Sunset Emotion, um barzinho bem bacana na beira da praia, com uma vista maravilhosa! Fizemos amizade com o rapaz que "organizava" as pessoas no barzinho (esqueci o nome). Ele já morou no Rio e em vários outros países, então ficamos trocando várias figurinhas! Não vimos o sol de fato se pondo, porque chegamos logo depois, mas o entardecer estava espetacular... Pegamos um drink e ficamos curtindo a vista e a trilha sonora. Depois de um tempo, tivemos mais um espetáculo da natureza: o pôr da lua! Foi maravilhoso! Jantamos lá mesmo no Fly e voltamos para o hotel.

Clara, escrevendo sobre o dia 18 de agosto de 2026.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Praia e crise de risos em Santa Fé, digo, Porto Cesareo!

 Buongiorno! Rumo à terceira e última parte da viagem, mais tranquila e curtindo praia... Bora?

Pegamos o carro e fomos direto para a hospedagem do último trecho, localizada em Porto Cesareo. Deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia, especificamente para o Lido Bahia (tipo um beach club, tinha que ser praia na Bahia, né? kkkkkk). Rapaz... Caro, viu? Mas lindo, ótima estrutura e água do mar transparente! A temperatura continua gostosa: mais quente que em Salvador, porém superagradável e refrescante! E sem ondas, só marolas tranquilas, uma delícia! Passamos o dia lá, indo para o mar, cochilando, comendo, conversando, voltando para o mar... Uma delícia mesmo!

No final do dia (umas 18h) voltamos para a pousada, tomamos banho, nos arrumamos e fomos para o centrinho da cidade. Primeiro ficamos explorando os mercadinhos e lojas. Vale destacar aqui a Eco Gift Shop, loja maravilhosa onde o dono faz tudo com madeira de oliveira. Quem nos atendeu foi Claudio, o dono e artesão (e fala inglês, ainda bem, hehehe). Cada coisa linda e criativa que ficamos mega empolgadas! E o toque de ouro: ele pode personalizar o que você comprar escrevendo o que você quiser! Comprei algumas lembrancinhas e Amanda se acabou de comprar coisas para a casa dela... kkkkk. No final, comprei dois suportes de vinho para ela e estávamos trocando ideias sobre o que escrever. No meio da conversa, a mãe dele (que não fala nada de inglês) chegou. Continuamos conversando e ele traduzindo para a mãe, aí falei para colocarmos as duas músicas que estamos ouvindo toda hora: "Volare" e "Pedro Pe".

Aí Claudio comentou algo como: "Essa música (Pedro Pe) foi muito disruptiva na época em que foi lançada, a Itália como um todo não aceitou muito bem". Ficamos Amandinha e eu com cara de tacho: "Por quê?". Veio Cláudio: "Vocês não viram a letra? Busquem aí", e começou a rir, traduzindo para a mãe, que também começou a rir... Quando lemos a letra, tivemos uma crise de risos... Fala sobre uma turista que chega a Santa Fé, conhece Pedro, que ia mostrar a cidade, e no final ela só viu estrelas... KKKKKKKKK! E a gente cantando o tempo inteiro como duas doidas "Pedro, Pedro, Pedro"... A resenha continuou, eu acabei colocando "Volare" e "Pedro Pe" no presente de Amanda, e a mãe de Claudio rindo para se acabar! No final, a mãe (ou Claudio, não lembro mais) soltou um "nos vemos em Santa Fé"... Pensem em uma crise de risos... Foi hilário!

Depois fomos comer pizza na Pizzeria Parthenope 2.0, que foi indicação da recepcionista do hotel e estava bem qualificada no Google. A pizza é no estilo napolitano, uma delícia! Comemos, passeamos mais um pouco pela cidade e voltamos para o hotel.

Clara, escrevendo sobre o dia 17 de agosto de 2026.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Pedalando sem sofrer, entre oliveiras, trulli e figos

 Buongiorno! Mais um dia de explorar Puglia, mas, neste segundo trecho, desde ontem estamos focadas no Vale d'Itria.


​Começamos o dia de forma diferente: um tour de 30 km, ida e volta, de Alberobello a Locorotondo. Calma, não estou tão atleta assim, é em uma bicicleta elétrica — bici confortabilíssima, devo dizer! O grupo só tinha Amandinha e eu, ou seja, tour exclusivo com o guia que falava inglês (raridade aqui na Puglia).

​Primeiro, um pouco sobre cada cidade:

• Alberobello: é uma das cidades mais singulares da Itália, famosa mundialmente por seus trulli — habitações tradicionais de pedra com telhados cônicos. A cidade foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1996, devido à sua arquitetura única no mundo, reunindo mais de 1.500 trulli preservados. O curioso é que o formato das casas surgiu para sonegar impostos, ou melhor, não pagar imposto, já que as taxas se aplicavam a toda construção de teto reto. Depois, quando passou a ter imposto sobre teto pontudo, eles deram um jeito de deixar sempre inacabado...

• Locorotondo: é famosa por seu formato circular no topo de uma colina do Vale d'Itria e por suas varandas floridas. Existe uma competição pela varanda mais bonita, e é a "desculpa" para os moradores enfeitarem suas sacadas. A cidade é conhecida por ser a capital do Vinho Branco na Puglia. Apesar de a cidade ficar a 15 minutos de Alberobello, a arquitetura já é diferente. Em vez do trullo com o teto pontudo todo de pedras, o teto também é triangular, mas só tem pedras em dois lados.

​Começamos o passeio de bicicleta em Alberobello. Vimos alguns pontos turísticos clássicos como o Museo del Territorio Casa Dottor Giacomo Giuseppe Pezzolla, Casa D'Amore (primeiro edifício construído com argamassa) e um dos mirantes para ver os trulli. Nesse trecho ele aproveitou para nos explicar diversas coisas e curiosidades sobre a cidade. Depois seguimos pelo interior da região para chegar a Locorotondo. Que passeio delicioso! Poucos carros, muitas vilas, sítios antigos e novos, trulli antigos e novos também, plantações de oliveiras, figos (inclusive, comemos uns fresquinhos, tiramos na hora do pé — eu não sabia que gostava de figo!), uvas... Poucos animais, mas muita agricultura! Foi um passeio maravilhoso!

​Chegando a Locorotondo, fomos para a praça principal e estava tendo uma apresentação de uma orquestra composta só por instrumentos de sopro. Era uma celebração ao padroeiro da cidade, San Rocco (se não me engano). Ficamos curtindo um pouco a apresentação, depois exploramos o centro da cidade (a pé), conhecemos alguns pontos turísticos como Villa Comunale “Giuseppe Garibaldi”, Porta Napoli, Palazzo Morelli e Chiesetta S. Nicola di Myra. A cidade é uma graça, vimos as varandas floridas, nos perdemos um pouco pelas ruelas, finalmente tivemos coragem de beber água de um dos pumps (que ficam espalhados por toda a Puglia e Mirko, nosso guia, disse que é água potável. Ele mesmo bebeu, então bebemos também...). De lá, seguimos de volta para Alberobello por outro caminho (mais na estrada, com um trecho no meio de um bosque, hehehe).

​Terminado o passeio, entregamos as bicicletas, almoçamos no centrinho de Alberobello e fomos explorar a pé as ruelas entre os trulli, entrando em várias lojas e artesanatos. Foi o segundo momento em que choveu, o único em que estávamos turistando (no primeiro, estávamos no carro). Chegamos aos trulli que possuem o teto pintado e voltamos para pegar o carro e ir para a hospedagem.


À noite, voltamos a Locorotondo para jantar no restaurante U Curdunn (indicação de Mirko). Pensem em um restaurante bom? Sério, uma delícia! Aproveitamos para provar o vinho branco da Puglia, da uva verdeca, muito bom! De sobremesa tomamos um gelato e fomos para a enoteca La Bottega di Alfredo, também indicação de Mirko. Gente, Alfredo é um fofo! Devemos ter ficado lá uns 40 minutos pois ele começou a indicar vinhos, explicar cada um, aí descobrimos que ele tem uma produção própria de vinho e de massa, ficamos falando sobre isso, fizemos degustação de azeite... Foi muito bacana mesmo! No final ele deu um abridor de vinhos para cada uma de nós! Foi uma ótima forma de terminar um dia tão especial!



​Clara, escrevendo sobre o dia 16 de agosto de 2026.