segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Praia e crise de risos em Santa Fé, digo, Porto Cesareo!

 Buongiorno! Rumo à terceira e última parte da viagem, mais tranquila e curtindo praia... Bora?

Pegamos o carro e fomos direto para a hospedagem do último trecho, localizada em Porto Cesareo. Deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia, especificamente para o Lido Bahia (tipo um beach club, tinha que ser praia na Bahia, né? kkkkkk). Rapaz... Caro, viu? Mas lindo, ótima estrutura e água do mar transparente! A temperatura continua gostosa: mais quente que em Salvador, porém superagradável e refrescante! E sem ondas, só marolas tranquilas, uma delícia! Passamos o dia lá, indo para o mar, cochilando, comendo, conversando, voltando para o mar... Uma delícia mesmo!

No final do dia (umas 18h) voltamos para a pousada, tomamos banho, nos arrumamos e fomos para o centrinho da cidade. Primeiro ficamos explorando os mercadinhos e lojas. Vale destacar aqui a Eco Gift Shop, loja maravilhosa onde o dono faz tudo com madeira de oliveira. Quem nos atendeu foi Claudio, o dono e artesão (e fala inglês, ainda bem, hehehe). Cada coisa linda e criativa que ficamos mega empolgadas! E o toque de ouro: ele pode personalizar o que você comprar escrevendo o que você quiser! Comprei algumas lembrancinhas e Amanda se acabou de comprar coisas para a casa dela... kkkkk. No final, comprei dois suportes de vinho para ela e estávamos trocando ideias sobre o que escrever. No meio da conversa, a mãe dele (que não fala nada de inglês) chegou. Continuamos conversando e ele traduzindo para a mãe, aí falei para colocarmos as duas músicas que estamos ouvindo toda hora: "Volare" e "Pedro Pe".

Aí Claudio comentou algo como: "Essa música (Pedro Pe) foi muito disruptiva na época em que foi lançada, a Itália como um todo não aceitou muito bem". Ficamos Amandinha e eu com cara de tacho: "Por quê?". Veio Cláudio: "Vocês não viram a letra? Busquem aí", e começou a rir, traduzindo para a mãe, que também começou a rir... Quando lemos a letra, tivemos uma crise de risos... Fala sobre uma turista que chega a Santa Fé, conhece Pedro, que ia mostrar a cidade, e no final ela só viu estrelas... KKKKKKKKK! E a gente cantando o tempo inteiro como duas doidas "Pedro, Pedro, Pedro"... A resenha continuou, eu acabei colocando "Volare" e "Pedro Pe" no presente de Amanda, e a mãe de Claudio rindo para se acabar! No final, a mãe (ou Claudio, não lembro mais) soltou um "nos vemos em Santa Fé"... Pensem em uma crise de risos... Foi hilário!

Depois fomos comer pizza na Pizzeria Parthenope 2.0, que foi indicação da recepcionista do hotel e estava bem qualificada no Google. A pizza é no estilo napolitano, uma delícia! Comemos, passeamos mais um pouco pela cidade e voltamos para o hotel.

Clara, escrevendo sobre o dia 17 de agosto de 2026.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Pedalando sem sofrer, entre oliveiras, trulli e figos

 Buongiorno! Mais um dia de explorar Puglia, mas, neste segundo trecho, desde ontem estamos focadas no Vale d'Itria.


​Começamos o dia de forma diferente: um tour de 30 km, ida e volta, de Alberobello a Locorotondo. Calma, não estou tão atleta assim, é em uma bicicleta elétrica — bici confortabilíssima, devo dizer! O grupo só tinha Amandinha e eu, ou seja, tour exclusivo com o guia que falava inglês (raridade aqui na Puglia).

​Primeiro, um pouco sobre cada cidade:

• Alberobello: é uma das cidades mais singulares da Itália, famosa mundialmente por seus trulli — habitações tradicionais de pedra com telhados cônicos. A cidade foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1996, devido à sua arquitetura única no mundo, reunindo mais de 1.500 trulli preservados. O curioso é que o formato das casas surgiu para sonegar impostos, ou melhor, não pagar imposto, já que as taxas se aplicavam a toda construção de teto reto. Depois, quando passou a ter imposto sobre teto pontudo, eles deram um jeito de deixar sempre inacabado...

• Locorotondo: é famosa por seu formato circular no topo de uma colina do Vale d'Itria e por suas varandas floridas. Existe uma competição pela varanda mais bonita, e é a "desculpa" para os moradores enfeitarem suas sacadas. A cidade é conhecida por ser a capital do Vinho Branco na Puglia. Apesar de a cidade ficar a 15 minutos de Alberobello, a arquitetura já é diferente. Em vez do trullo com o teto pontudo todo de pedras, o teto também é triangular, mas só tem pedras em dois lados.

​Começamos o passeio de bicicleta em Alberobello. Vimos alguns pontos turísticos clássicos como o Museo del Territorio Casa Dottor Giacomo Giuseppe Pezzolla, Casa D'Amore (primeiro edifício construído com argamassa) e um dos mirantes para ver os trulli. Nesse trecho ele aproveitou para nos explicar diversas coisas e curiosidades sobre a cidade. Depois seguimos pelo interior da região para chegar a Locorotondo. Que passeio delicioso! Poucos carros, muitas vilas, sítios antigos e novos, trulli antigos e novos também, plantações de oliveiras, figos (inclusive, comemos uns fresquinhos, tiramos na hora do pé — eu não sabia que gostava de figo!), uvas... Poucos animais, mas muita agricultura! Foi um passeio maravilhoso!

​Chegando a Locorotondo, fomos para a praça principal e estava tendo uma apresentação de uma orquestra composta só por instrumentos de sopro. Era uma celebração ao padroeiro da cidade, San Rocco (se não me engano). Ficamos curtindo um pouco a apresentação, depois exploramos o centro da cidade (a pé), conhecemos alguns pontos turísticos como Villa Comunale “Giuseppe Garibaldi”, Porta Napoli, Palazzo Morelli e Chiesetta S. Nicola di Myra. A cidade é uma graça, vimos as varandas floridas, nos perdemos um pouco pelas ruelas, finalmente tivemos coragem de beber água de um dos pumps (que ficam espalhados por toda a Puglia e Mirko, nosso guia, disse que é água potável. Ele mesmo bebeu, então bebemos também...). De lá, seguimos de volta para Alberobello por outro caminho (mais na estrada, com um trecho no meio de um bosque, hehehe).

​Terminado o passeio, entregamos as bicicletas, almoçamos no centrinho de Alberobello e fomos explorar a pé as ruelas entre os trulli, entrando em várias lojas e artesanatos. Foi o segundo momento em que choveu, o único em que estávamos turistando (no primeiro, estávamos no carro). Chegamos aos trulli que possuem o teto pintado e voltamos para pegar o carro e ir para a hospedagem.


À noite, voltamos a Locorotondo para jantar no restaurante U Curdunn (indicação de Mirko). Pensem em um restaurante bom? Sério, uma delícia! Aproveitamos para provar o vinho branco da Puglia, da uva verdeca, muito bom! De sobremesa tomamos um gelato e fomos para a enoteca La Bottega di Alfredo, também indicação de Mirko. Gente, Alfredo é um fofo! Devemos ter ficado lá uns 40 minutos pois ele começou a indicar vinhos, explicar cada um, aí descobrimos que ele tem uma produção própria de vinho e de massa, ficamos falando sobre isso, fizemos degustação de azeite... Foi muito bacana mesmo! No final ele deu um abridor de vinhos para cada uma de nós! Foi uma ótima forma de terminar um dia tão especial!



​Clara, escrevendo sobre o dia 16 de agosto de 2026.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

De Polignano a Ostuni: Sol, Sabores e Muitas Risadas

Buongiorno! Ontem acabamos dormindo por volta das 2:30 da manhã para acordar às 7:30 hoje... Tínhamos programação às 9h da manhã e precisávamos arrumar as malas e já deixar tudo no carro para liberar a hospedagem...

​Começamos o dia fazendo um passeio maravilhoso de barco margeando Polignano a Mare. O dia estava incrível, então tivemos uma visão especial da cidade! Vale muito a pena fazer esse tour, pois dá uma noção melhor das casas em cima das falésias, das cavernas, das praias que ficam "achatadas" entre os paredões... Muito bacana mesmo! Para deixar o passeio ainda mais legal, entre os turistas que estavam no barco havia um casal de australianos muito divertido. Eles já possuem dois filhos "adultos" (com mais de 20 anos), mas estavam viajando só os dois. Rimos muito, especialmente tirando fotos uns para os outros. Foi excelente! No final do trajeto há uma parada em uma praia onde podemos tomar banho. Novamente, água deliciosa, na temperatura certa "de quentr"!

​Após o passeio, fomos direto para a segunda hospedagem, localizada em Ceglie Messapica. Deixamos as malas, Amandinha tomou um banho rápido e eu tomei um banho "de gato" (ainda não havia toalhas, pois o apartamento não tinha sido limpo totalmente, só liberaram para deixarmos as coisas). Em seguida, fomos para Ostuni.

​Ostuni é conhecida mundialmente como a "Città Bianca" (Cidade Branca) e fica situada sobre três colinas no Vale d'Itria. O centro histórico (La Terra) é totalmente coberto de cal branca. Essa prática começou na Idade Média para maximizar a iluminação natural nas ruas estreitas e foi importantíssima para higienizar o local durante as epidemias de peste no século XVII.

​Assim que chegamos lá, fomos comer. Amandinha queria provar um "sanduíche" que víamos o tempo inteiro o pessoal comendo (depois descobrimos que o nome é Puccia). Ela achou um lugar pequeno, mas fofo, chamado Panimó. O rapaz fez um especial para mim — claro, meu paladar infantil prevalece — e... Que delícia! O pão, o molho... Gente, a versão local da muçarela de búfala daqui é sensacional!

​Depois exploramos um pouco a cidade, passeando pela parte histórica e apreciando o visual das construções brancas com portas de cores fortes. Subimos até a Catedral e paramos em diversos mirantes, pois do alto é possível ver desde as plantações de oliveiras até o mar... Sim, dá para ver a costa do Adriático! Ficamos fazendo hora até o compromisso seguinte.

​No final da tarde, pegamos o carro para ir a um sítio da Nonna para fazer uma cooking class! Éramos um grupo com duas brasileiras, uma família belga (pai, mãe, duas filhas e um filho), uma suíça e duas suecas. Mas o que tornou o grupo ainda mais dinâmico foi descobrir o que cada um fazia profissionalmente... Tinha uma jogadora de basquete, a primeira atleta belga a se classificar para o campeonato mundial de nado artístico, uma influenciadora, um matemático, uma profissional de necrotério, uma estudante de direito que quer ser juíza para garantir os direitos de órfãos e um rapaz com síndrome de Down (não é profissão, mas quis incluí-lo pois deixou a mesa ainda mais interessante), além de Amandinha e eu (uma que trabalha na Fórmula 1 e a outra FIRE - Financial Independence, Retire Early).

​A aula em si foi divertida, mas ficou a sensação de ter sido meio "pro forma". No entanto, o final, quando nos sentamos todos para jantar, foi superinteressante. Nem todos falavam inglês, mas TODOS estavam empenhados em conversar! O garoto fofo com síndrome de Down (esqueci o nome dele), por exemplo, veio se apresentar de imediato. Falando zero de inglês, tentava loucamente se comunicar. Vários idiomas se misturaram, resultando em uma troca muito rica! E o jantar estava uma delícia!

​De lá, voltamos para o apartamento (eu louca para tomar banho). Chegando, vimos que a localização era privilegiada, bem no meio do burburinho, ficando literalmente no início da praça central, onde há diversos restaurantes, bares e rolava música ao vivo... Foi difícil para dormir, mas deu certo!

​Sobre o apartamento deste trecho da viagem... Rapaz, o box do chuveiro fica no quarto, praticamente em frente à cama. Nem o box tinha porta ou cortina... Tivemos uma crise de risos, mas é o que é. No mais, tudo arrumado, novo e bem estruturado.

​Clara, escrevendo sobre o dia 15 de agosto de 2026.