sábado, 17 de outubro de 2026

Queijo, vinho e pôr do sol: Colônia me ganhou

¡Buenos días!!! Gui e eu acordamos um pouco mais cedo e, ao vermos que havia um pouco de sol, nos animamos para passear perto do hotel.

Como a família Braga estava se oeganizando, tomamos um café rápido e fomos andar por Punta Brava / Punta Carretas, mais especificamente em direção ao Farol de Punta Carretas. Nem preciso falar do vento, né? Aliás, vou aproveitar para fazer alguns comentários sobre o que esperar do Uruguai:

1) Venta muito, o tempo inteiro. E não é porque está nublado ou com chuva fina ao longo do dia: o pessoal comenta que venta mesmo no verão. O guia de ontem falou que dá para encontrar na internet vídeos de pessoas se segurando em cordas para andar por aqui.

2) Não é lenda: tem mais vacas/bois do que pessoas no Uruguai (em Montevidéu não vi, claro, mas na estrada tem).

3) A população de cachorros é praticamente metade da população de seres humanos. O que nos leva ao próximo ponto, absolutamente importante:

4) Cuidado onde pisa! Os uruguaios são muito educados, coerentes, corretos, mas acho que esqueceram a aula de recolher as fezes dos animais... Gente, é muito cocô na rua, se der um vacilo, já era!

Voltando ao passeio, o farol é pequeno e fofo! Valeu a pena para ter um pouco da vista da cidade, ver o rio de perto (que mais parece um mar, não tem jeito) e perceber que, apesar do cheiro forte de algas, não tem cheiro de maresia (claro, é rio... kkkkk). Cruzamos com vários cachorros pelo caminho, em especial o "cão de guarda" pequeno do farol, um fofo!

Retornamos ao hotel, nos encontramos com o pessoal e fizemos check-out. Pegamos o carro alugado, e seguimos em direção à segunda cidade do roteiro, Colônia do Sacramento, que fica a +/- 2h30 de Montevidéu. No caminho, paramos em uma casinha chamada Granja 109. Rapaz, quem quiser fazer uma parada para lanchar, almoçar ou comprar itens caseiros, super vale a pena. Provamos VÁRIOS queijos, todos deliciosos! E, quando chegamos, tinham acabado de tirar alfajores do forno. Provei um e, sério, foi o melhor que já comi na vida, tinha um pouco de limão e flor de sal! Meu almoço não estava tão delicioso, mas o pessoal gostou muito do que comeu!

Chegando a Colônia, deixamos as coisas na pousada e seguimos para o free walking tour. A cidade é pequena, fato, mas ainda assim valeu super a pena entender a história do local, saber por que é a única cidade do Uruguai fundada por portugueses, o motivo de ser estratégica, compreender sua disposição e a história das ruínas e das ruas antigas... Gostei muito!! Sem contar que a guia era uma figura (acho que o nome dela é Liliane, algo assim). Que cidade fofa! Uma delícia de passear, com um clima super romântico e agradável. Foi uma escolha muito acertada dormirmos aqui, e numa pousada dentro da parte histórica da cidade.

Terminado o tour, fomos ver o pôr do sol que, mesmo com o dia nublado, nos presenteou com um espetáculo lindo! Depois paramos em uma bodega e tomamos um vinho acompanhado de tábua de queijos (essa região tem bastante queijo local). Como ainda estávamos com fome, fomos para uma pizzaria napolitana chamada Napo, tomamos mais um vinho (claro), ficamos conversando até tarde e voltamos para o pousada!!

Clara, escrevendo sobre o dia 13 de outubro de 2026

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Um pouco de Montevidéu

Buenos Días!!! Acordamos, tomamos café, fizemos algumas arrumações no hotel e fomos para a Ciudad Vieja para nos encontrarmos com o guia do free walking tour.

​Quando chegamos à Plaza Independencia o tour já tinha começado, mas só "perdemos" a descida ao Mausoleo de José Gervasio Artigas. Pegamos as demais explicações da praça, como o Palacio Salvo (eu não sabia que era residencial e que tem a lenda de o 7º andar ser mal-assombrado), a Torre Ejecutiva (onde fica o Presidente da República) e a Puerta de la Ciudadela (portal que sobrou da antiga colônia e representava a entrada da cidade, sendo hoje o marco que liga a cidade velha ao centro). Bacana que no chão, a partir do portal e seguindo a Sarandí (uma rua só para pedestres, com vários cafés e lojas, que segue até o Mercado del Puerto), tem o Espacio de los Soles, onde há placas de sol em homenagem a figuras importantes, como Nelson Mandela.

​Passamos pela frente do Teatro Solís, que é muito bonito, pena que estava fechado para visitas. Duas dicas: às quartas a visita é gratuita, e vale reparar em um farol vermelho que fica no topo. Ele se acende para informar quando está tendo alguma apresentação ou espetáculo. De lá seguimos o tour pela Sarandí, passamos pela Plaza de la Diversidad, que possui algumas fotos e painéis interessantes, e seguimos para a Plaza Matriz (também conhecida como Plaza Constitución). Ela foi a primeira praça construída em Montevidéu e foi palco de várias coisas, desde touradas até o juramento da Constituição do Uruguai. É uma das únicas praças que possui uma igreja, no caso a Catedral Basílica da Imaculada Conceição, São Felipe e São Tiago de Montevidéu (ou Catedral Metropolitana de Montevideo). Ela é simples, mas bem bonita. Dentro, a catedral ainda possui a pia batismal original usada para batizar Artigas.

​De lá fomos para a Plaza Zabala, desenhada por um francês (não lembro o nome) em homenagem a Bruno Mauricio de Zabala, fundador da cidade de Montevidéu. Aqui vale destacar duas curiosidades: uma é que a praça tem traços curvos (caminhos internos, postes e grades) para fazer contraste com essa parte da cidade toda quadrada (ruas e prédios). A outra curiosidade é que as grades ao redor da praça têm um desenho fálico constante! Segundo o guia, o francês recebeu um valor baixo pela praça e resolveu fazer essa "brincadeira". Vai saber...

​Por fim, terminamos o tour no Mercado del Puerto. Eu esperava algo maior mas, depois de internalizar que o Uruguai só possui +/- 3,5 milhões de pessoas, sendo 1,5 milhão em Montevidéu, faz sentido as proporções serem menores. O mercado foi construído pelos ingleses para ser ponto de apoio das navegações que saíssem do Oceano Pacífico em direção à Europa (antes do Canal do Panamá existir). Toda a sua estrutura metálica interna foi fabricada em Liverpool. Hoje é um mercado turístico com restaurantes e lojinhas de souvenir. Almoçamos no Cabaña Verónica, muito bom!!! Comemos carne, claro. Só que desta vez Zã e eu escolhemos certo, carne sem gordura. Delícia!!!

​Ao terminarmos, fomos para o Museo Andes 1972. Lembram da história do time uruguaio de rugby que teve um acidente de avião e ficou nos Andes por 72 dias até serem resgatados? Pois então, o museu possui um vídeo com depoimentos de alguns sobreviventes, tem objetos recuperados e preservados tanto dos passageiros quanto partes do avião, painéis e textos interativos com detalhamento do ocorrido, além de um simulador que mantém a temperatura em -20 °C e simula ventos de 10 km/h. De tempos em tempos ele abre para os visitantes ficarem lá dentro por 72 segundos (1 segundo por cada dia em que eles ficaram na montanha). Não simula as condições exatas que enfrentaram, mas tenta chegar perto. É loucura... Ainda mais quando apagam as luzes dentro do simulador...

​Depois fomos tomar café no Café La Farmacia. Pensem em uma cafeteria fofa! Ela fica dentro de uma antiga farmácia e preserva toda a estrutura antiga, com potes e "cristaleiras" de madeira para você visualizar os potes antigos de remédios... Muito bacana mesmo! Aproveitamos para fazer um lanche; eu comi um croissant delicioso e bebi um chocolate quente horrível...

​Para terminar o dia, fomos ao Fresh Market (imenso) perto do hotel. Compramos alfajor, doce de leite, azeite, água... Tudo mais barato do que no Mercado del Puerto. Zã, Beto e (principalmente) Lili compraram várias outras coisas... Kkkkk foi engraçado, mas entendemos que esse mercado, no bairro em que estamos, não era tão em conta... Mas valeu! De lá voltamos para o hotel e apagamos!

Clara, escrevendo sobre o dia 12 de outubro de 2026.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Começando a viagem com Parrilla

Buenos Días!!! Vamos para mais uma viagem?? Novamente na companhia de pessoas maravilhosas!!!

​O destino da vez é o Uruguai, uma semana passeando pelo nosso vizinho hermano que, mesmo pequeno, tem muito a oferecer!!

​Ao chegarmos a Montevidéu fomos ao hotel, deixamos as malas e fomos direto almoçar em um restaurante de parrilla bem caseiro, pequeno, mas uma delícia, chamado La Pulperia! Chegando lá, tinha fila. Colocamos nosso nome e ficamos esperando uns 40min para sermos chamados. Valeu a pena, conseguimos lugar em frente à "churrasqueira", vendo o cara acertar cada ponto de carne... Muito bom! E a comida? Delícia! Só não foi mais maravilhoso porque Zã e eu nos enganamos na escolha da carne e pedimos um corte com gordura... Mas faz parte!


​De lá, Zã e Beto voltaram para o hotel e Gui, Lili e eu fomos passear pela cidade. Primeiro fomos para o Parque José Enrique Rodó. Mesmo com o frio, o céu nublado e às vezes um chuvisco, o parque é uma graça! Tem um lago fofo e umas edificações bem bacanas. Tiramos várias fotos, curtimos um pouco o lugar e então fomos andando até a praia.

​Ao chegarmos à Playa Ramírez, vimos aquela água barrenta, cor de barro mesmo. Engraçado que, mesmo assim, deu para imaginar como o lugar deve ser bonito em dias de sol sem o mar revirado. Então fomos andando pela orla, depois Rambla Presidente Wilson, Canteras del Parque Rodó, e seguimos caminhando margeando a praia até chegarmos ao hotel. Sim, estava frio e ventava muito. Chuviscou apenas em alguns momentos pontuais, mas valeu a pena. Não só para conhecer um pouco Montevidéu, mas também pelas companhias! Lili, uma fofa, fez amizade com um total de 8 cachorros! O último só faltou derrubá-la, de tanto que pulava e se mexia ao redor dela!

​À noite estávamos tão cansados que não conseguimos sair do hotel. E tínhamos comido tanto que ninguém teve fome para jantar...

Clara, escrevendo sobre o dia 11 de outubro de 2026.