segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Primeira Supresa de minha mãe

Agora sobre a viagem...

Tudo começou quando eu “descobri” que tinha direito a férias! Junto a isso, Mariah divulgou as datas e os locais de sua turnê. Comecei a analisar se eu poderia ir para algum lugar passear e assistir ao show. Só que eu não queria ir sozinha, então comecei a perturbar minha mãe, chamando ela para ir comigo.

Depois de muita zoação, ela falou que, se a gente passasse por Nova York, ela “até” iria. Pronto, verifiquei várias possibilidade e resolvemos ir para o show em Filadélfia e depois passaríamos uns 4 dias em Nova York. Compramos nossas passagens em um sábado, 09 de Janeiro, assim como acertamos nossos hotéis.

Na segunda-feira, dia 1 de Janeiro, Tais, minha irmã mais velha, me ligou e disse que iria comprar as passagens e iria de surpresa nos acompanhar nessa viagem. Na mesma hora liguei pra Priscila, minha irmã mais nova, para tentar fazer com que ela também fosse. Porque isso? Simples: SEMPRE foi o sonho de minha mãe viajar com as filhas – e só as filhas – para Nova York e/ou Los Angeles. Por isso começamos a tentar realizar esse sonho (sem que minha mãe soubesse).

Resumindo a história: conseguimos rápido comprar as coisas para Tais iguaiszinhas às minhas e de minha mãe (avião, poltrona no vôo próxima, shows, hotéis, etc). Enquanto isso, Priscila começou sua peregrinação particular: tentar conseguir tirar o passaporte e o visto, e tentar negociar no trabalho umas férias que ela não tinha direito. Sim, ela não tinha nenhum dos três. Foi uma loucura pois, se fôssemos pelo esquema normal (agendar, marcar, etc.), só o passaporte ela iria tirar apenas no final de Janeiro (a viagem estava marcada para o dia 31). Por causa de insistência, persistência e muito pensamento positivo, deu tudo certo: Pity conseguiu o passaporte, conseguiu agendar a entrevista do visto para o dia 20 de Janeiro, viajou para Recife sem minha mãe saber (inventamos várias histórias) e recebeu o passaporte com o visto no dia 28 de Janeiro! Resultado: ficou resolvido que Tais ia comigo e com minha mãe desde o início da viagem, Filadélfia e Nova York, e Priscila ia encontrar com a gente em NY.

Ok, agora a viagem em si. Mãe e eu fomos para o aeroporto. Priscila foi nos levar, mas Tais não (inventamos uma desculpa). Logo quando chegamos, fizemos logo o check in e falei pra mãe para entrarmos logo, afinal, Tais tinha que poder andar normalmente pelo aeroporto (ela já tinha feito o check in e estava meio que escondida).

Quando entramos no avião, eu liguei para Priscila para avisar que estava tudo bem, que já tínhamos entrado no avião, etc. Ou seja, dei o sinal verde para Tais poder fazer o embarque. Fiquei conversando com minha mãe distraindo ela, e ela estava bem tranqüila, sem nem pensar em nada.

Tais entrou no avião e colocou o casaco no rosto para minha mãe não vê-la. Eu percebi e intensifiquei a conversa. Quando Zã (Tais) ficou do lado de minha mãe, ela tirou o casaco e falou “Toma, mãe, o seu relógio que você deixou lá em casa”. Minha mãe parou, olhou pra minha cara, eu comecei a rir, olhou de novo pra Zã, e perguntou:
-O que você esta fazendo aqui?
-Vim entregar seu relógio!
-Mas... Como deixaram você entrar? (com super cara de quem não estava entendendo nada).
-É que eu resolvi que iria com vocês até São Paulo. (Tais)

Minha mãe fez uma cara mais desnorteada ainda, olhou pra mim:
-É verdade?
-Ué, pergunte a ela! – respondi.
-É verdade? (mãe)
-É, vou aproveitar e visitar tia Ina lá.
-Porque, minha filha? O que você vai fazer em São Paulo, pelo amor de Deus?
-Oxente, mãe, eu vou com vocês!

Como se fosse possível, ela fez uma cara de mais abestalhada ainda, e me perguntou “É verdade?”. Eu balancei a cabeça dizendo que sim! Minha mãe entrou em transe!!! Olhou pra Zã novamente e desatou a falar:
-É verdade? Você vai mesmo? Mas como é possível? E os meninos? E Beto? Ele vai conseguir dar conta dos meninos sozinho? Mas e a primeira semana de escola de Peu? E as primeiras aulas de Balé de Maria Clara? Como é que você vai fazer?
-Mãe, se você não quiser que eu vá, eu não vou!

Aí minha mãe desatou mais ainda a chorar, nos abraçou horrores, agradeceu horrores “Oh, minhas filhas, estou tão feliz”... Foi fofo, lindo! Realmente emocionante! Passamos o vôo inteiro explicando como conseguimos organizar tudo sem ela perceber, contanto detalhes de várias coisas, ela agradecendo horrores, dizendo que iria ligar para Beto para fazer um agradecimento especial...

Depois ela começou a questionar de Priscila, se ela não ficou triste, chateada, se ela não queria ter vindo também. Então “explicamos” que a gente até que tinha tentado fazer com que ela fosse mas as datas de tirar visto e passaporte estavam muito apertadas, e que ela entendeu, até porque parte da culpa era dela. Daí minha mãe comentou que teria que comprar um presente especial pra Pity. Ficamos zoando minha mãe, dizendo que a gente que estava fazendo mega esforço para ir naquela viagem e quem iria sair ganhando era PIty. Enfim, ficamos pegando no pé de minha mãe.

Chegamos em São Paulo, e foi uma correria: estávamos mega atrasadas para o check in, então tivemos que sair correndo – literalmente – para conseguirmos fazer o que tínhamos que fazer e embarcar! Como todos os anjinhos estavam a favor da nossa viagem, deu tudo certo e conseguimos viajar (as três juntas, no avião)!

Clara, falando sobre o dia 31 de Janeiro.

Comentários dos comentários:
Ramon: com certeza foi no trecho SP/SSA, pois quando a gente pegou as malas lá em SP, elas estavam perfeitas! E, com certeza você saberá mais da viagem! Se não por aqui, no próximo almoço! Beijos!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mala arrombada na TAM

Bom dia, pessoas!

Mais uma vez estou aqui para contar detalhes de mais uma viagem! Todas foram especiais, não tenham dúvidas, mas confesso que esta em específico possui um gostinho especial...

Infelizmente, eu começarei a descrição pelo último dia. Na verdade não farei uma descrição sobre o dia, mas sim colocarei uma informação que deveria ser mais bem divulgada.

Quando chegamos em casa, vimos que a mala de Pity, minha irmã mais nova, estava arrombada! Isso mesmo, a parte do zíper que se coloca o cadeado estava quebrado e a mala estava um pouco aberta. Pity deu um grito e abriu a mala. Resultado: a mala estava completamente revirada, tudo fora do lugar, as roupas todas amassadas e tudo completamente embolado. Quando Pri começou a tirar as coisas, veio o desespero: a sacola que tinha a máquina fotográfica nova, encomenda para a cunhada dela, estava vazia! Isso mesmo, levaram a máquina. Daqui a pouco, mais uma surpresa: as caixas dos relógios dela e minha mão também estavam abertas, amassadas, rasgadas e vazias! Para completar, também estava faltando uma camisa nova que ela tinha comprado de presente para alguém.

Na mesma hora ligamos para a TAM, empresa pela qual fizemos o trecho São Paulo/Salvador. Eles abriram uma ocorrência mas alegaram que não poderiam fazer nada.

Fomos para a internet e descobrimos que:

*Está cada vez mais comum na TAM esses “acontecimentos”, principalmente quando eles percebem que as malas estão vindo de uma mala internacional;

*Os seguros de viagem que normalmente são contratados não cobrem roubos de malas, apenas extravios e perda completa das malas;

*O único seguro que pode te “ajudar” nessa situação é um oferecido pela própria empresa aérea: na hora que você estiver fazendo o embarque, você pode declarar o que estiver na mala, pagar 10% do valor e, se eles estiverem “sumidos”, você tem o valor declarado de volta;

*De acordo com a legislação, para você ter direito a qualquer coisa, é necessário que:

- a mala seja aperta ainda na área de desembarque. Ou seja, ainda na área de desembarque, você tem que ver se a mala está danificada;

- caso a mala esteja danificada, antes de abri-la, é necessário ter um representante da Cia. Aérea e, se possível, alguém da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), para eles acompanharem a abertura;

- ainda assim, pela lei,só se tem direito a qualquer coisa, se a mala tiver, pelo menos, 1kg mais leve do que quando ela foi embarcada. Ou seja, na área de desembarque o pessoal da Cia. Área irá pesar a mala para ver se tem alguma diferença. Porém, abrindo a mala ainda no desembarque e dando falta por alguma coisa, é possível entrar na justiça e ter algum retorno, mesmo que não tenha 1kg de diferença entre o embarque e o desembarque da mala.

Resultado? A TAM já entrou me contato dizendo que não podem fazer nada, que não tem jeito, e que é para termos cuidados na próxima vez! :-O!!! Isso mesmo! Para lembrarmos de repararmos isso ainda no aeroporto!

Então, ficam algumas dicas:

*Sempre que possível, é interessante envolver as malas com aqueles plásticos de proteção. Além de inibir qualquer “invasão”, fica fácil reparar qualquer danificação que fizerem na mala;

*Tirem qualquer adesivo, etiqueta de bagagem, qualquer coisa que indique que essa mala esta vindo de outro vôo, principalmente de estiver vindo do exterior;

*Assim que pegarem as malas da esteira, observem se elas estão inteiras antes de saírem da área de desembarque.

Espero que este relato e essas dicas sejam úteis para alguém!

Beijos, e amanhã começarei de fato o relado da viagem!

Clara, falando sobre o dia 08 de Fevereiro de 2010.

sábado, 17 de outubro de 2009

Respondendo novos comentários

Recebi hoje um comentário com uma pergunta. Resolvi responder não só através de comentário no mesmo dia que a pessoa me perguntou, mas também em um novo post:

Pergunta:
Seattle Premium Outlet,você disse que fica a caminho de Seattle,então não é necessário do visto americano?
Resposta: Sim, precisa, pois o Outlet fica nos Estados Unidos. É necessário passar pela fronteira e, consequentemente, pela aduana e autoridades.

Espero ter ajudado e que a pessoa consiga ver a resposta!
Beijos!