domingo, 11 de dezembro de 2022

Jogo e Trabalho

 Hoje foi continuação de ontem, então começou no voo de BOG-MIA. O voo em si foi tranquilo, mas para mim foi ruim, não consegui dormir e tinham duas pessoas tossindo o tempo inteiro... Afff

Chegamos em Miami eram umas 3h da manhã no horário local. Pegamos o carro alugado e fomos para o hotel Lorraine (onde tínhamos reserva) rezando que pudéssemos fazer early check in. Ao chegar lá, o desespero: não tinha quarto disponível. Aí ficamos agoniadas pois Pri e eu precisávamos trabalhar (sim, dia útil normal), sem contar que pela manhã teria o jogo do Brasil na Copa do Mundo (precisávamos de uma TV) e que estávamos acabadas de sono e cansaço. Ficamos no carro um tempo, tentamos ligar para diversas opções de hotel, e ou não tinham quarto disponível ou era caro. Depois de mais ou menos 1 hora, vimos um pessoal saindo do hotel. Bibis foi novamente para lá, jogou um "charme" e o cara conseguiu o quarto. Isso já eram umas 8 da manhã no horário de São Paulo, ou seja, eu mal cheguei e já conectei para trabalhar (sim, sem dormir...).

Na hora do jogo do Brasil, parei o trabalho, tomei um banho e acompanhei mãe para ver o jogo (no quarto mesmo). Confesso que estava tão cansada, que dormi no final do 1o tempo e no 2o tempo todinho. Acordei quando ia começar a prorrogação aí despertei e fiquei acompanhando. Percebemos que acima da gente deveria ter um grupo de brasileiros vendo o jogo também, pois o pessoal fazia barulho / reagia nos mesmos momentos que nós. Acabou o jogo, saímos para colocar o carro na garagem (ele estava na rua, no parquímetro) e para comer. Enquanto falávamos com o cara da recepção, veio uma moça que olhou para mim, olhou para minha blusa (do Brasil) e deu uma risadinha. Comentei que vi a risada, ela começou falar algo em espanhol e perguntei se ela era argentina (por causa do sutaque), ela confirmou... Descobrimos que a dona do hotel é argentina! Kkkkkk, ninguém merece...

Enfim, deixamos o carro na garagem, pegamos um sanduíche na Subway e voltei para trabalhar. Quando terminei cochilei mais um pouco, Taís deixou Nana aqui no hotel e fomos passear pela cidade.

Andamos em direção à Lincoln Road. Primeiro paramos na loja Ross. Rapaz, VÁRIAS promoções... Comprei um casaco de USD 10,00 e um lindt de chocolate com menta. Pensem em uma coisa maravilhosa!!!! De lá, andamos mais um pouco e paramos no restaurante IT Italian Trattoria. O lugar é bem bacana, com várias opções de comida. Pedimos uma pizza, e... Não vale a pena. Bem fraca, pouco recheio e não era barato... 

Depois voltamos para o hotel e fomos dormir! 

Clara, escrevendo sobre o dia 09 de dezembro de 2022

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Dia de sala VIP

Como? Mais uma viagem internacional? Pois é... 2 anos de pandemia dá nisso, HAHAHA! 

Brincadeiras à parte, é uma viagem com um propósito: formatura de Peu, meu querido e amado sobrinho / afilhado! E como o dinheiro está curto, tive que comprar passagem barata (que foi cara): saindo na madrugada de uma quarta pra uma quinta, passando quinta o dia inteiro no aeroporto de Bogotá trabalhando, e voo de madrugada de quinta para sexta para Miami! Com isso, o dia se resumiu à aviões e salas VIPS.

Primeiro em São Paulo. Como voamos via Bogotá pela Avianca, fomos de Terminal 2. Despois de um embarque apreensivo, pois não sabíamos se tínhamos direito a despachar mala e minha irmã estava "a caminho" quando começamos o check in, passamos pela parte de segurança e fomos para a sala VIP da GOL. Não é super chique e moderna como as do terminal 3 mas ainda assim muito boa. Deu para comer, beber, dormir...

O voo SAO-BOG foi tranquilo. Conseguimos sentar todos próximos (mãe, pai, irmã e eu), dormi o voo inteirinho (avião confortável, mas sem televisões / filmes)! 


Chegando em Bogotá, era de madrugada (5h, horário local, 7h em São Paulo/Brasília), fomos direto pra a sala VIP da American Express. Estava com expectativa alta, mas chegando lá... Que decepção... Era apenas um quiosque! Mas entramos, tomamos um café +/-, e demos um tempo até que mãe e pai saíram para passear em Bogotá. Aí eu e Bibis formos para outra sala VIP, na esperança de ter uma entrutura melhor. Fomos para Copa Club. Estrutura excelente, mesa super confortável pra trabalhar, mas a comida... HORRÍVEL! 1 salgadinho tipo Elma Chips, 1 bolacha tipo Clube Social, e um biscoito de chocolate e café. E SÓ de comida, bebida à vontade. 

Passamos o dia trabalhando, literalmente. A Internet ótima, nós duas tivemos diversas reuniões com vídeo e foi super tranquilo, não travou nenhuma vez! Mas, por outro lado, praticamente não comemos... 

Quando deu umas 18:30 (horário de São Paulo / Brasília), fechamos os computadores e fomos encontrar o pessoal do lado de fora da sala. Passeamos pelo aeroporto, paramos pra comer (pois, depois das 2 experiências de salas VIP em BOG, ficamos com receio de não ter comida) e fomos para a 3a sala do dia, a da Avianca. Chegando lá, a surpresa, tinha um excelente buffet! Mas nem comemos, pegamos algumas bebidas e dormimos... 

Quando deu a hora de embarcar acordamos, nos organizamos e pegamos o outro voo, BOG-MIA. Voo absurdamente vazio, cadeiras ótimas, porém zero estrutura, não tinha nem tomada para carregar celular... E para piorar, uma sinfonia de pessoas tossindo que afemaria...

Clara, escrevendo sobre o dia 08 de dezembro de 2022

domingo, 2 de outubro de 2022

Último dia + Despedidas Parte 2

Último dia nesse país que só me surpreendeu positivamente, e será em Katmandu, cidade onde começamos nossa peregrinação.

Acordamos sem despertador, justamente para descansar e curtir o dia sem estresse. Quando fomos para o café da manhã, outra excelente receptividade do pessoal do hotel. Umas 3 pessoas reconheceram a gente e perguntaram por onde estávamos, se tínhamos gostado. Eu estava com o tilak (3o olho nepalês) que a Bimala (cozinheira da 2a escola) tinha me dado e todos perguntaram onde tínhamos conseguido, disseram que estávamos lindas com o tilak, e uma das meninas (não lembro o nome) até corrigiu onde eu devia colocar o meu. Curioso que, em uma pesquisa e pelo que me falaram em Besisahar, o 3o olho é ligado ao hindú e representa o centro da energia, da consciência e da espiritualidade. Já aqui em Katmandu, várias pessoas disseram que representa mulher casada, que solteiras também usam mas que costumam usar de outra cor... Enfim, foi ótimo rever o pessoal do hotel no café da manhã!

Depois de nos arrumarmos, Rapha nos encontrou e fomos explorar Thamel no modo Papillon / Putali. Isso porque logo quando nos conhecemos, no jantar pré projeto, ele comentou que é tipo Papillon, vê algo de interessante, vai atrás para explorar (aí o apelido pegou, claro, e descobrimos que borboleta em nepalês é Putali...). Fomos explorar templos e lugares que Val e eu ainda não conhecíamos!

Primeiro fomos para Shree Gha temple, um templo budista lindo, escondido no meio de Thamel. O curioso foi que Val e eu já tínhamos passado por ali, e mesmo assim não tínhamos entrado nessa viela... Nessa mesma pracinha tem o Dharma Kirti Bihar, que dentro tem um cenário LINDO contando a história de Buda. Vale muito à pena explorar essa parte!

De lá, adivinhem para onde fomos? Visitamos nosso amigo Pradip, em sua loja de chás e incensos. Ele lembrou da gente, foi uma festa! Novamente fez chá para nós, dessa vez chá verde. Ficamos lá um tempão e fizemos várias compras. Até Rapha sentiu a boa energia do Pradip e comprou um monte de coisas. Ele também achou o máximo estarmos usando o tilak, disse que ficávamos belas com ele. Aqui um parêntese, vários nepaleses (homens e mulheres) nos perguntavam sobre o tilak, achando o máximo estarmos usando e nos parabenizando por isso! Voltando, após mais de uma hora de conversa e investigação sobre as coisas da loja, pagamos as compras e, de repente, não é que ele dá uma embalagem de massala tea para cada um de nós (inclusive Rapha)? Sério, me emocionei! Foi fofo! Claro que tiramos nova foto com ele...

Seguimos para o cruzamento onde fica o Akash Bhairab Temple para nos despedirmos o Lassi. Bebi alguns goles do de Val, claro. Outra coisa bacana foi ver o templo sem a oferenda na frente que tinha durante o festival da Kumari (período da nossa primeira estadia em Katimandu). A faixada é linda, valeu super a pena passar por lá novamente!

Próximo destino foi mais um templo budista que Val e eu não tínhamos ido, o Roni Pokhari. Não tenho detalhes do que ele representa (estou escrevendo do avião, sem acesso à Internet), mas sei que é budista pelo seu formato. Além disso, posso descrever que fica no meio de um lago, rodeado por ruas mega movimentadas. Curioso que eu olhava para as ruas, e ouvia e sentia o caos da cidade. Aí olhava para o monumento, e parecia que entrava em uma cortina e sentia a calmaria. Muito doido!

Seguimos nossa peregrinação passando por diversos pequenos templos (lembram meu comentário de que cada esquina tem algo?), paramos na loja de Samosa (Rapha e Val comeram uma, eu peguei um pedaço da de Val), passamos pelo "bazar a céu aberto", vimos diversas lojinhas... Foi bem divertido!

Por volta das 13:30 Val e eu voltamos para o hotel, nos arrumamos, fizemos check out, deixamos as malas na recepção e encontramos novamente Rapha para almoçamos. Eu queria comer um Dal Bhat (juro, queria provar algo diferente do que comi nas escolas), então fomos no restaurante The Best Kathmandu Kitchen, restaurante bem local que Rapha já tinha ido. Comi o Dal Bhat de frango (bom, mas não comi todo), Val comeu Momo, Rapha comeu um prato doido e um Momo meio steam meio frito (esqueci o nome), provei o dele e gostei!

Voltamos para o hotel para pegar o transfer, e aqui duas  despedidas especiais... Primeiro, claro, com Rapha. Ele, fofo, tinha preparado um pequeno discurso em português para a gente. Me emocionei toda... Pensem em um cara de coração bom? Foi lindo, eu não consegui falar muito, Val fez um discurso lindo pra ele... Foi emocionante! E estávamos todos lá emocionados, chorando, e quando percebemos, Probina (recepcionista do hotel) estava do lado esperando para se despedir de nós duas. Gente, fofa! Ela estava pronta para ir embora, de capacete, nos esperando... Outra emoção, sério! Inesperado, sabe? Muito fofa, ela!

Pegamos o transfer e fomos para o aeroporto. Não é que lá as pessoas também ficaram puxando papo conosco por causa do tilak (3o olho)? A pessoa do check in, o cara da alfândega, a mulher da segurança... Ela até me perguntou se eu falava nepalês! O pessoal da sala VIP também veio puxar o assunto, dizer que o tilak combinava conosco! Bem curioso isso! Ah, outra coisa curiosa: depois de 20 dias no Nepal, só na sala VIP que ouvimos alguém falando português do Brasil além do grupo do voluntariado... Só na Islândia tinha acontecido de eu não me esbarrar com algum brasileiro...

E assim terminei mais uma viagem, mais uma jornada internacional. Deixei de escrever várias curiosidades sobre o Nepal, mas é porque é MUITA coisa! O país é riquíssimo de cultura, culinária, curiosidades... Mas as postagens estavam tão grandes que acabei tendo que priorizar o que escrever. Conversando com Val no aeroporto, cheguei à conclusão que, para mim, a melhor parte da viagem foram as pessoas, sério! Tanto os nepaleses (pessoas de loja, guias, motoristas, pessoas do hotel, as crianças das escolas), quanto os voluntários (da Karibu e / ou os avulsos...). Um resumo que gostaria de fazer: quem tiver oportunidade, vá conhecer o Nepal! Mas tem que ir de cabeça e coração aberto, para focar nas coisas boas e ricas do país, e não as cusparadas que os nepaleses dão no meio da rua, no lixo cujo sistema de "coleta" é inexistente, ou nos bichos e sujeiras duvidosas... Ir para sentir essa energia diferente e especial que o país possui!

Clara, escrevendo sobre o dia 30 de setembro de 2022, sexta-feira.