domingo, 18 de dezembro de 2016

Mais um dia no avião


Dia de voltar. E, para começar, muita neve! Tinha tanta neve, estava nevando tão forte, eu estava com tanta preguiça, e frio, que me atrasei e perdi o ônibus...
No aeroporto, tudo tranquilo. O problema foi apenas que eu não consegui pegar o tax free, estava fechado. Na hora de entrar no avião, algo no mínimo curioso: tinha neve dentro do finger! Isso mesmo, inacreditável!

Três observações curiosas que eu já tinha percebido na ida, e que na volta eu ratifiquei:

1) O pessoal é muito agoniado para entrar no avião. Sim, mais agoniado que os brasileiros! Não tem fila para entrar, não tem organização pelo número da poltrona, nada! Algumas vezes o pessoal nem respeitou prioridades...

2) na hora de sair do avião, o respeito até que existe... Esperam as pessoas das poltronas da frente se organizarem e saírem.

3) ninguém reclina as poltronas! Sério, percebi isso no meu 1º voo, quando eu abaixei o encosto e o cara atrás toda hora batia. Quando olhei para os lados, vi que eu era a única que tinha feito isso. Que mico! Mas eu não sabia, o que posso fazer?

Chegando em Portugal, aproveitei o resto do dia com as meninas... Rsrsrs!


Clara, escrevendo sobre o dia 04 de dezembro de 2016.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Passeando sem rumo


Não sei se pela empolgação da noite anterior, mas justamente no dia que eu não tenho absolutamente nada para fazer, eu acordei relativamente cedo.

Com isso, resolvi que iria para o “outro lado” da ponte para ver o cable car e a Ishavskatedralen (The Artic Cathedral), ou explorar a parte interna da ilha de Tromsø (me disseram que tem um belo lago). Quando olhei a temperatura no app do Yahoo, fiquei sem reação: -17 graus!!
Resultado, me agasalhei o máximo que pude (2 meias, 1 meião, 1 calça jeans, 3 blusas, 1 casaco) e saí para tomar café. O dia estava lindo (sem nuvens), mas estava muito frio! Resolvi, então, só passear pelo centro da cidade, comprando coisinhas! Aqui, valem mais duas dicas da cidade:

Transportes

É possível andar pelos pontos principais da ilha de ônibus. Eu não consegui ver os horários no site, mas o pessoal do Visit Center pode ajudar. Agora, pelo centro da cidade, o melhor é se locomover a pé!


Storgata

Trata-se da rua principal da cidade (eu acho). A partir dela, você chega nos principais hotéis, pontos turísticos, lojas e restaurantes. Foi por onde tentei caminhar/aproveitar o dia frio.

Como a noite anterior foi um sucesso, resolvi que eu merecia comemorar! Com isso, fui “almojantar” em um restaurante italiano (Da Pinocchio), com direito a uma taça de vinho! Acabou sendo mega divertido, com os garçons figuraças, falando “brasileiro”. Em especial Slavko, polonês, que já tinha trabalhado com uns brasileiros, então sabia falar um pouco de tudo! Enquanto eu almoçava, eu estava escrevendo em um caderno (para depois escrever aqui no blog, já que não levei o notebook). Ele me fez prometer que eu escreveria sobre ele, então, aqui está! Rsrsrsrs sei que até sorvete, no frio, eu tomei! Em outras palavras, super recomendo o lugar! Ótima comida, ambiente e atendimento!
Por fim, resolvi passar no último ponto turístico do centro que faltava visitar, a biblioteca! Isso mesmo, linda arquitetura! O plano era continuar escrevendo lá porém, quando cheguei, vi que precisava de um cartão para ter acesso. Acabei voltando para o albergue e fiquei conversando com o pessoal até tarde!
Um último comentário. Várias pessoas disseram que eu devia tomar cuidado no albergue, trancar tudo, pois existe todo tipo de gente... Bom, existem pessoas do mundo inteiro, fato, mas basta dizer que eu perdi a conta da quantidade de celulares, iPods, iPads, e até notebooks que ficavam “soltos” no quarto ou na área comum! Ok, pode ser por se tratar da Noruega, mas mesmo assim...

Clara, escrevendo sobre o dia 03 de dezembro de 2016.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Agora a Aurora de Verdade!!


Quando acordei e olhei a janela, eu não acreditei: não tinha uma nuvem no céu, e o dia estava mais claro!

Após um pequeno, bem, esquecimento (fui tomar banho e esqueci a toalha no quarto...), fui para o tour dos fiordes de van. Que vista maravilhosa! Como essa região é linda! E, acima de tudo, QUE FRIO! Não estava preparada (as roupas que vestí não eram tão quentes)... Durante o passeio, o guia foi nos informando sobre a temperatura, que variou de -5º a 0º. O tour vale muito a pena, é lindo demais! Até andar em lagoa congelada nós andamos! Me lembrou bastante o passeio do Rocky Mountains no Canadá!
De noite, nova caçada à Aurora, claro! Fechei novamente com Marianne! Como eu estava com muito sono, enquanto estávamos dentro da van, eu dormia!

Teve a 1ª parada para abastecer a van, na qual George já me deu os “saches mágicos” para eu colocar nas luvas. Depois, teve a segunda parada para colocarmos as roupas, e então eu apaguei. Acordei um pouco antes da 3ª parada, e estava nevando MUITO (eles chamaram de nevasca mas, depois do que vi na Islândia, eu chamo só de neve, rsrsrs). Um português que estava no tour me atualizou dizendo que o pessoal tinha visto na previsão do tempo que o céu limparia em 30min ou 1 hora. Por isso, foi decidido que iríamos para a mesma cabana do dia anterior. Chegando lá, eu brinquei um pouco com a neve e fui para o fogo me aquecer. Depois de um tempo, eu estava esquentando meu sanduiche, quando o português me chamou “Clara, se você quer ver a Aurora, largue tudo e venha aqui fora agora!”. Fiz isso, mas no céu estava apenas o rastro branco e claro, igual ao que eu tinha visto no primeiro dia.
Voltei para a cabana para terminar meu sanduíche. Depois de um tempinho, eu só ouvi Marianne “Where is Clara? She must see this!”. Saí gritando “I am here, what happen?”. Ela só fez apontar para o céu. Eu parei. Simplesmente parei. Estava com um chocolate quente na mão, e ele ficou do jeito que estava, na verdade eu esqueci dele. Marianne avisou que iria tirar umas fotos, que não era para eu me mexer, e eu só consegui dizer “I am speechless, I am frozen, I will not move, don’t you worry”. Depois de um tempo ela sugeriu que eu sentasse em um barquinho para ela tirar outras fotos. Comecei a comentar com ela como tenho pautado minhas viagens com base nas realizações de sonhos, e que eram momentos como aqueles que fazem tudo valer a pena. Claro, comecei a chorar. Ela, toda fofa, parou de tirar foto e veio me dar um abraço. E foi ainda mais linda quando comentou que ela acreditava que todos deviam viver essa experiência (de presenciar o fenômeno da aurora boreal), mas que pessoas como eu mereciam o espetáculo!
Depois ela me deu o cartão de memória (eu tinha fechado o tour com a compra das fotos, mas ela disse que seria presente) e foi tirar foto das outras pessoas. Perguntei se eu podia ficar ali, ela disse que sim, mas que eu devia me lembrar de me aquecer. Aí lembrei do chocolate. Quando fui beber, estava gelado! Não liguei, fiquei lá sentada, sozinha, por um bom tempo, vivendo o meu momento, apreciando mais esse espetáculo da natureza! Passado um tempo tanto George quanto Sarah vieram me perguntar se eu estava bem, rsrsrsrs.

Sobre a aurora... NÃO esperem as mesmas cores fortes e vivas que se vê em fotos. Esqueça! Dito isso, posso compartilhar o que eu vi “a olho nú” e vivenciei:

·        Sim, dá para ver verde! As vezes mais forte, às vezes mais fraco, mas definitivamente verde!

·        Boa parte das vezes estava mais para uma nevoa esbranquiçada.

·        O espetáculo não está apenas nas cores. Pense você ter um céu estrelado e, de repente, surge algo que vai se movimentando, some, e aparece novamente?

·        Vi a aurora dançando! Depois Sarah me disse que estava lenta, por causa da velocidade dos gases (lembram dos índices?). mas vi dançar, só foi uma música lenta!

·        Vi a “aurora rainbow”. Literalmente quando ela faz um rastro completo de um lado ao outro!

·        Consegui distinguir a olho nu onde estava aurora vermelha. Quem me ajudou nessa foi George.

E foi isso! Depois ainda fomos para um outro local para ver mais um pouco do fenômeno e, às 3h, voltamos para Tromsø.

“Quem não tem um sonho pra realizar...”

Clara, escrevendo sobre o dia 02 de dezembro de 2016.