quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Bari com as nonnas de orecchiette, mas sem a focaccia barese...

Buongiorno! Último dia... Faz parte... Começamos o dia arrumando as malas, fazendo mágica para que tudo coubesse direitinho (os vinhos, azeites, massas, lembrancinhas de madeira...).

Saímos da pousada e resolvemos ir direto para Bari, local de onde nosso voo sai de volta para a Inglaterra. Um pouquinho sobre a cidade: Bari é a capital e maior cidade da Puglia, atuando como o principal centro econômico, universitário e portuário do sul do Mar Adriático. Há evidências de antigas comunidades agrícolas e pesqueiras desde o 2º milênio a.C., sendo que a cidade estruturada surgiu a partir de uma tribo em meados do século III a.C. O centro de Bari é dividido entre Bari Vecchia (mais histórico, com as vielas em forma de labirintos) e o Quartiere Murat (a parte mais moderna). Importante: a comida super típica daqui é a Focaccia Barese!

Estacionamos o carro e fomos direto para Bari Vecchia, nos perder nas ruelas fofas! Começamos a desbravar o local indo em direção à rua Arco Basso. Lá é onde fica a maior concentração das "Senhoras do Orecchiette": as nonnas que colocam uma bancada de madeira em frente às suas casas e ficam fazendo, ao ar livre, a massa com o formato típico de orecchiette ("orelhinhas"). Muito fofas! De lá seguimos para o Castello Svevo di Bari (bonito, mas confesso que não sei muito a história), passamos pela Basílica Catedral Metropolitana Primacial de San Sabino até chegarmos ao restaurante Orecchieteria San Nicola.

Gente, não só a comida era maravilhosa, mas o atendimento também! Claro que fizemos amizade com a moça que nos atendeu (esqueci o nome dela) e, durante todo o tempo em que ficamos lá, conversávamos sobre algo. Inclusive, percebemos que a trilha sonora era de música brasileira (deliciosa, músicas atuais em ritmo de bossa nova) e falamos para ela que tínhamos gostado, que éramos brasileiras! Ela nos contou que o sobrinho dela, o chefe da cozinha, tinha ido para Fortaleza e desde então tem colocado essa trilha sonora. No final, ela nos puxou pelo braço (literalmente) e nos levou até o lado de fora da cozinha para conhecermos o sobrinho dela e o time da cozinha. Ela serviu de intérprete, e o sobrinho comentou que tinha ido lá com a família e agora quer voltar no Carnaval para o Rio. Ficamos falando para ele ir para Salvador... KKKKK! No final, dissemos para todo o time o quanto a comida estava "bueníssima", e seguimos nosso passeio.

Primeiro fomos para uma sorveteria chamada Gentile, que vende sorvete desde 1880! Seguimos em direção à Basílica de San Nicola. Reza a lenda que os restos mortais do bispo São Nicolau de Mira foram roubados da Ásia Menor e levados a Bari por marinheiros em 1087. A figura deste santo serviu de inspiração para a lenda moderna do Papai Noel (Santa Claus). Por fim, seguimos até o Lungomare Imperatore Augusto, percorremos boa parte da orla e voltamos para o carro.

No caminho de volta ao veículo, ao sair de Bari Vecchia pegamos a Via Sparano da Bari, que não passa carros e é cheia de lojas. A primeira em que entramos foi a Bialetti, do cara que inventou a cafeteira moka (ou cafeteira italiana) em 1933. Se você é fã de café, tem que passar lá! Depois passamos pela Zara, Sephora, Kiko e Ray-Ban, até chegarmos aonde o carro estava estacionado para seguirmos rumo ao aeroporto.

Ah, lembram da Focaccia Barese? Não conseguimos comer na cidade, acabamos comendo na sala VIP do aeroporto (mas estava bem ruim, então não posso emitir uma opinião real sobre a focaccia...).

Clara, escrevendo sobre o dia 20 de agosto de 2026.

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