quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Last Day (na academia)

Good morning! Último dia de toda a viagem! Meu voo era às 18:50, eu tinha que chegar ao aeroporto às 15:50 e sair da casa de Amandinha por volta das 14:30. E ainda precisava dormir, afinal, cheguei de madrugada. Horário apertado... Então, o que fiz hoje?

Bom, estou com uma "esposa" fit e crossfiteira. Logo... Umas 9:30 essa ser humana pula na minha cama (eu já estava acordada) para irmos à academia. Vixe Maria, ok, vamos! Dessa vez ela foi minha personal: ela me explicava o que era para eu fazer e fazia a mesma coisa com um peso 10 vezes maior... KKKKK! Mas foi divertido!

Depois do treino fomos para a sauna (fiquei pouco tempo, muito quente), depois fomos para a jacuzzi (sim, a academia chique dela tem isso tudo) e voltamos para a casa dela. Isso já era mais de meio-dia. Então lá fui eu terminar de fazer as malas, tomar banho... Comemos um brunch e ela foi me levar ao aeroporto... The end, see you next trip!

Clara, escrevendo sobre o dia 22 de agosto de 2026.

Academia, caixas, jantar e balada teen!

Good morning! Mesmo tendo ido dormir só umas 2 horas da manhã, eu estou com uma "marida" que às 8 horas já estava pronta e bela para irmos à academia. Fui junto, fazer o quê?

Depois da academia, passamos rápido no mercado para comprar umas coisinhas de café da manhã e voltamos para a casa de Amandinha. Enquanto ela tomava banho mega rápido para ir para o trabalho, eu segui em um ritmo mais lento. Tomei café e fui fazer algo que, acreditem, acho divertido: organizar as caixas de mudança dela!

Sim, Amandinha se mudou para este apartamento no início do ano e havia várias coisas em caixas que ela não necessariamente sabia o que eram. Além disso, tinha coisas similares em caixas diferentes, o que deixava tudo mais confuso... Então coloquei diversos podcasts para ouvir e saí abrindo caixa por caixa, tirando os objetos e organizando tudo por temas/assuntos (itens de casa, itens pessoais, roupas, fotografias, materiais de pintura/reforma/escritório, etc.). Depois de estruturar e catalogar tudo, guardei de novo debaixo das camas e fui ao mercado comprar algo para almoçar (isso já eram umas 15:30 da tarde... e eu achando que ia conseguir cochilar...).

Almocei, tomei banho e fui me arrumar, pois Mari Garcez ia me pegar na casa de Amandinha para sairmos. Primeiro fomos a um outro mercado (imenso, esqueci o nome) pois, além de comprarmos coisas para o jantar, fui comprar alguns queijos que Mari indicou (eu amo queijo!). De lá, fomos para a casa de Mari. Amei o apartamento, uma graça, em uma cidade colada a Oxford! Organizamos os petiscos e ficamos conversando por um tempão, até Amandinha e Jenner chegarem. Aí fizemos um jantar estilo italiano: de entrada, burrata; depois, massa (as orecchiette que trouxemos de Puglia) com salmão; e de sobremesa, chocolate (esse inglês mesmo, hehehe).

O objetivo era sairmos depois do jantar para algum lugar em Oxford. Amandinha "morreu" de cansaço, então fomos só Mari e eu. Primeiro tentamos um piano bar, mas já estava fechado (já era perto de meia-noite). Então tentamos outro pub, também fechado. Terminamos na Plush Oxford, que parecia ser o único lugar aberto da cidade! Quando entramos... Eu diria que 80% do público tinha até 23 anos... Devia ser uma balada universitária. Os outros 20%? Professores, a maioria bem mais velha do que nós duas! Mas rimos horrores e dançamos muito na nossa balada teen! A trilha sonora era muito boa! No meio do caminho, vimos que tinha uma mulher mais velha do que nós dançando sozinha; acabamos ficando ao lado dela e, de repente, éramos um grupo de três dançando horrores! Ficamos lá até umas 2:30 da manhã, quando cada uma voltou para sua casa (no meu caso, para a casa de Amandinha).

Clara, escrevendo sobre o dia 21 de agosto de 2026.

Bari com as nonnas de orecchiette, mas sem a focaccia barese...

Buongiorno! Último dia... Faz parte... Começamos o dia arrumando as malas, fazendo mágica para que tudo coubesse direitinho (os vinhos, azeites, massas, lembrancinhas de madeira...).

Saímos da pousada e resolvemos ir direto para Bari, local de onde nosso voo sai de volta para a Inglaterra. Um pouquinho sobre a cidade: Bari é a capital e maior cidade da Puglia, atuando como o principal centro econômico, universitário e portuário do sul do Mar Adriático. Há evidências de antigas comunidades agrícolas e pesqueiras desde o 2º milênio a.C., sendo que a cidade estruturada surgiu a partir de uma tribo em meados do século III a.C. O centro de Bari é dividido entre Bari Vecchia (mais histórico, com as vielas em forma de labirintos) e o Quartiere Murat (a parte mais moderna). Importante: a comida super típica daqui é a Focaccia Barese!

Estacionamos o carro e fomos direto para Bari Vecchia, nos perder nas ruelas fofas! Começamos a desbravar o local indo em direção à rua Arco Basso. Lá é onde fica a maior concentração das "Senhoras do Orecchiette": as nonnas que colocam uma bancada de madeira em frente às suas casas e ficam fazendo, ao ar livre, a massa com o formato típico de orecchiette ("orelhinhas"). Muito fofas! De lá seguimos para o Castello Svevo di Bari (bonito, mas confesso que não sei muito a história), passamos pela Basílica Catedral Metropolitana Primacial de San Sabino até chegarmos ao restaurante Orecchieteria San Nicola.

Gente, não só a comida era maravilhosa, mas o atendimento também! Claro que fizemos amizade com a moça que nos atendeu (esqueci o nome dela) e, durante todo o tempo em que ficamos lá, conversávamos sobre algo. Inclusive, percebemos que a trilha sonora era de música brasileira (deliciosa, músicas atuais em ritmo de bossa nova) e falamos para ela que tínhamos gostado, que éramos brasileiras! Ela nos contou que o sobrinho dela, o chefe da cozinha, tinha ido para Fortaleza e desde então tem colocado essa trilha sonora. No final, ela nos puxou pelo braço (literalmente) e nos levou até o lado de fora da cozinha para conhecermos o sobrinho dela e o time da cozinha. Ela serviu de intérprete, e o sobrinho comentou que tinha ido lá com a família e agora quer voltar no Carnaval para o Rio. Ficamos falando para ele ir para Salvador... KKKKK! No final, dissemos para todo o time o quanto a comida estava "bueníssima", e seguimos nosso passeio.

Primeiro fomos para uma sorveteria chamada Gentile, que vende sorvete desde 1880! Seguimos em direção à Basílica de San Nicola. Reza a lenda que os restos mortais do bispo São Nicolau de Mira foram roubados da Ásia Menor e levados a Bari por marinheiros em 1087. A figura deste santo serviu de inspiração para a lenda moderna do Papai Noel (Santa Claus). Por fim, seguimos até o Lungomare Imperatore Augusto, percorremos boa parte da orla e voltamos para o carro.

No caminho de volta ao veículo, ao sair de Bari Vecchia pegamos a Via Sparano da Bari, que não passa carros e é cheia de lojas. A primeira em que entramos foi a Bialetti, do cara que inventou a cafeteira moka (ou cafeteira italiana) em 1933. Se você é fã de café, tem que passar lá! Depois passamos pela Zara, Sephora, Kiko e Ray-Ban, até chegarmos aonde o carro estava estacionado para seguirmos rumo ao aeroporto.

Ah, lembram da Focaccia Barese? Não conseguimos comer na cidade, acabamos comendo na sala VIP do aeroporto (mas estava bem ruim, então não posso emitir uma opinião real sobre a focaccia...).

Clara, escrevendo sobre o dia 20 de agosto de 2026.

Una dose di pazienza

Buongiorno! Penúltimo dia na Itália... Como passa rápido! Loucura isso, né? Mas enfim... Claro que fomos novamente para a praia, desta vez sem qualquer previsão de tempestade (eu olhei antes... kkkk).

Fomos para uma das praias próximas, mais especificamente para a Spiaggia Libera. Ficamos no Lido Togo Bay Beach. Não tão caro quanto o Lido Bahia, mas também não tão barato quanto o Isola Beach. O lugar tem uma ótima estrutura, mas poucas opções de comida. Amandinha pediu um poke que não estava tão bom... Agora, o dia estava espetacular! Foi a água mais cristalina e calma que vimos! Banho maravilhoso, praia cheia (mas não "entupida"), fiquei ainda mais encantada! Caminhei na praia, dormi, tomei vários banhos de mar, li um pouco, conversamos um monte... Foi realmente muito bom! Me atrevo a dizer que foi a melhor praia a que já fui...

No final do dia voltamos para a pousada, nos arrumamos e fomos cedo para o Fly Sunset Emotion. O objetivo era ver de fato o sol se pôr, e conseguimos! Foi um pôr do sol deslumbrante, com todos os tons de azul, amarelo, laranja, rosa, lilás... Dessa vez, ficamos sentadas nas pedras do bar (eles oferecem almofadas para sentarmos em cima). Então, foi assistir ao espetáculo ao som das ondas do mar...

Depois fomos jantar no Meeting, onde comi pizza e Amandinha comeu uma massa. Enquanto comíamos, vimos uma banda de sopro passar com uma estátua de santo na frente, e alguns padres e coroinhas acompanhando... Foi interessante, mas não sei dizer do que se tratava. De lá, passamos novamente na loja Eco Gift Shop do nosso amigo Claudio (lembram a história da música Pedro)? Amandinha foi comprar uma coisa e eu fiquei do lado de fora (ela queria "entrar sozinha"... enfim). Quando ela saiu, vi que tinha comprado duas lembrancinhas para mim... Lindas!! A primeira foi uma rolha para colocar em garrafa de vinho aberta com a palavra "Momento", pois, em todo brinde, temos usado a frase que Mari Garcez nos ensinou: "Que este seja o nosso pior momento". A segunda foi um suporte de vinho. Só que a frase que ela mandou gravar foi "Una dose di pazienza". Isso porque, VÁRIAS vezes durante a viagem, quando Amandinha falava alguma besteira, eu virava para o céu e dizia "Deus, dai-me paciência"... E isso virou uma das zoeiras da viagem, pois eu não podia ultrapassar o limite de cinco vezes ao dia... KKKKKK!

Passeamos mais um pouco pela cidade, vimos o pôr da lua (que foi lindo igual) e voltamos para a pousada.

Clara, escrevendo sobre o dia 19 de agosto de 2026.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Era para ser só mais um dia de praia...

Buongiorno! Adivinha o que fizemos hoje? Praia de novo, claaarooooo! Mas desta vez fomos para uma mais distante chamada Spiaggia di Torre San Giovanni (localizada na região conhecida como as Maldivas do Salento).

O curioso é que eu não a tinha mapeado para irmos. Porém, enquanto estávamos passeando pela Itália e interagindo com os locais, sempre que perguntávamos sobre praia no mar Jônico (queríamos mar transparente e areia branca), a grande maioria falava das Maldivas, então fomos! Pegamos uma esteira no Lido Isola Beach (bem mais em conta, mas com bem menos estrutura, claro). Deixei as coisas e fui caminhar na praia enquanto Amandinha ficou curtindo o sol.

O mar estava agitado (para a calmaria que venderam e vimos na praia do dia anterior), nada a ver com o que todo mundo estava falando. A água estava mais transparente do que a da praia de ontem, é verdade, mas não a ponto de ser considerada "Maldivas"... Mas beleza. Fui caminhando e comecei a reparar em uma nuvem muito escura do lado do continente. Olhava para o mar, azul e sem nuvens; olhava para o horizonte do continente, nuvem preta. E o vento permanente. Mas continuei caminhando. Aí reparei a nuvem se aproximar e o vento ficar mais forte, até que vi os salva-vidas tirando todo mundo do mar. Percebi que era sério e comecei a voltar para a nossa barraca. Quando notei que a nuvem estava cada vez mais perto, comecei a correr. Daí cheguei a uma parte que não reconheci (passei da barraca) e voltei correndo, já ficando nervosa. Não tinha mais ninguém no mar e as pessoas estavam indo embora da praia. Até que achei a barraca, encontrei Amandinha e fomos em direção ao carro.

Quando passamos pela estrutura principal da barraca (onde ficava o bar), Mandinha quis ir ao banheiro. Entramos, ela foi, a chuva começou forte e o pessoal do local começou a fechar o acesso (pois não cabiam mais pessoas). Ou seja, entramos na hora certa! Aí a chuva apertou, muito. Chuva, relâmpago, trovoada, vento... Muita água mesmo! Teve uma hora em que ouvimos barulhos mais fortes no telhado, e quando vejo está Amandinha tirando uma pedra pequena de granizo do meu braço (o lugar não era 100% fechado, então entrava um pouco de água). Rapaz... Devemos ter ficado bem uns 30 a 45 minutos na barraca esperando. Quando terminou, perguntei para a moça da barraca se aquilo era normal, e ela me respondeu com um "não" bem enfático. Depois ficamos sabendo que tinha sido um ciclone e que o lugar mais afetado foi justamente Porto Cesareo, onde fica nossa pousada! Seguem os links para alguns vídeos:

Depois que a chuva passou, resolvemos passear pela cidade de Gallipoli, que ficava mais ou menos na direção de onde estávamos hospedadas. Estacionamos o carro e fomos primeiro almoçar no restaurante Burrateria. Pensem em um lugar gostoso! Foi um dos melhores lugares onde almoçamos, e com um preço justo! Depois fomos comer um gelato na Cioccolati Gourmet e fomos passear pela orla. Mesmo com o mar meio mexido, dava para ver que era bem bonito!

Voltamos para o hotel (onde soubemos como o ciclone foi forte na cidade), nos arrumamos e fomos ver o pôr do sol no Fly Sunset Emotion, um barzinho bem bacana na beira da praia, com uma vista maravilhosa! Fizemos amizade com o rapaz que "organizava" as pessoas no barzinho (esqueci o nome). Ele já morou no Rio e em vários outros países, então ficamos trocando várias figurinhas! Não vimos o sol de fato se pondo, porque chegamos logo depois, mas o entardecer estava espetacular... Pegamos um drink e ficamos curtindo a vista e a trilha sonora. Depois de um tempo, tivemos mais um espetáculo da natureza: o pôr da lua! Foi maravilhoso! Jantamos lá mesmo no Fly e voltamos para o hotel.

Clara, escrevendo sobre o dia 18 de agosto de 2026.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Praia e crise de risos em Santa Fé, digo, Porto Cesareo!

Buongiorno! Rumo à terceira e última parte da viagem, mais tranquila e curtindo praia... Bora?

Pegamos o carro e fomos direto para a hospedagem do último trecho, localizada em Porto Cesareo. Deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia, especificamente para o Lido Bahia (tipo um beach club, tinha que ser praia na Bahia, né? kkkkkk). Rapaz... Caro, viu? Mas lindo, ótima estrutura e água do mar transparente! A temperatura continua gostosa: mais quente que em Salvador, porém superagradável e refrescante! E sem ondas, só marolas tranquilas, uma delícia! Passamos o dia lá, indo para o mar, cochilando, comendo, conversando, voltando para o mar... Uma delícia mesmo!

No final do dia (umas 18h) voltamos para a pousada, tomamos banho, nos arrumamos e fomos para o centrinho da cidade. Primeiro ficamos explorando os mercadinhos e lojas. Vale destacar aqui a Eco Gift Shop, loja maravilhosa onde o dono faz tudo com madeira de oliveira. Quem nos atendeu foi Claudio, o dono e artesão (e fala inglês, ainda bem, hehehe). Cada coisa linda e criativa que ficamos mega empolgadas! E o toque de ouro: ele pode personalizar o que você comprar escrevendo o que você quiser! Comprei algumas lembrancinhas e Amanda se acabou de comprar coisas para a casa dela... kkkkk. No final, comprei dois suportes de vinho para ela e estávamos trocando ideias sobre o que escrever. No meio da conversa, a mãe dele (que não fala nada de inglês) chegou. Continuamos conversando e ele traduzindo para a mãe, aí falei para colocarmos as duas músicas que estamos ouvindo toda hora: "Volare" e "Pedro Pe".

Aí Claudio comentou algo como: "Essa música (Pedro Pe) foi muito disruptiva na época em que foi lançada, a Itália como um todo não aceitou muito bem". Ficamos Amandinha e eu com cara de tacho: "Por quê?". Veio Cláudio: "Vocês não viram a letra? Busquem aí", e começou a rir, traduzindo para a mãe, que também começou a rir... Quando lemos a letra, tivemos uma crise de risos... Fala sobre uma turista que chega a Santa Fé, conhece Pedro, que ia mostrar a cidade, e no final ela só viu estrelas... KKKKKKKKK! E a gente cantando o tempo inteiro como duas doidas "Pedro, Pedro, Pedro"... A resenha continuou, eu acabei colocando "Volare" e "Pedro Pe" no presente de Amanda, e a mãe de Claudio rindo para se acabar! No final, a mãe (ou Claudio, não lembro mais) soltou um "nos vemos em Santa Fé"... Pensem em uma crise de risos... Foi hilário!

Depois fomos comer pizza na Pizzeria Parthenope 2.0, que foi indicação da recepcionista do hotel e estava bem qualificada no Google. A pizza é no estilo napolitano, uma delícia! Comemos, passeamos mais um pouco pela cidade e voltamos para o hotel.

Clara, escrevendo sobre o dia 17 de agosto de 2026.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Pedalando sem sofrer, entre oliveiras, trulli e figos

Buongiorno! Mais um dia de explorar Puglia, mas, neste segundo trecho, desde ontem estamos focadas no Vale d'Itria.

​Começamos o dia de forma diferente: um tour de 30 km, ida e volta, de Alberobello a Locorotondo. Calma, não estou tão atleta assim, é em uma bicicleta elétrica — bici confortabilíssima, devo dizer! O grupo só tinha Amandinha e eu, ou seja, tour exclusivo com o guia que falava inglês (raridade aqui na Puglia).

​Primeiro, um pouco sobre cada cidade:

• Alberobello: é uma das cidades mais singulares da Itália, famosa mundialmente por seus trulli — habitações tradicionais de pedra com telhados cônicos. A cidade foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1996, devido à sua arquitetura única no mundo, reunindo mais de 1.500 trulli preservados. O curioso é que o formato das casas surgiu para sonegar impostos, ou melhor, não pagar imposto, já que as taxas se aplicavam a toda construção de teto reto. Depois, quando passou a ter imposto sobre teto pontudo, eles deram um jeito de deixar sempre inacabado...

• Locorotondo: é famosa por seu formato circular no topo de uma colina do Vale d'Itria e por suas varandas floridas. Existe uma competição pela varanda mais bonita, e é a "desculpa" para os moradores enfeitarem suas sacadas. A cidade é conhecida por ser a capital do Vinho Branco na Puglia. Apesar de a cidade ficar a 15 minutos de Alberobello, a arquitetura já é diferente. Em vez do trullo com o teto pontudo todo de pedras, o teto também é triangular, mas só tem pedras em dois lados.

​Começamos o passeio de bicicleta em Alberobello. Vimos alguns pontos turísticos clássicos como o Museo del Territorio Casa Dottor Giacomo Giuseppe Pezzolla, Casa D'Amore (primeiro edifício construído com argamassa) e um dos mirantes para ver os trulli. Nesse trecho ele aproveitou para nos explicar diversas coisas e curiosidades sobre a cidade. Depois seguimos pelo interior da região para chegar a Locorotondo. Que passeio delicioso! Poucos carros, muitas vilas, sítios antigos e novos, trulli antigos e novos também, plantações de oliveiras, figos (inclusive, comemos uns fresquinhos, tiramos na hora do pé — eu não sabia que gostava de figo!), uvas... Poucos animais, mas muita agricultura! Foi um passeio maravilhoso!

​Chegando a Locorotondo, fomos para a praça principal e estava tendo uma apresentação de uma orquestra composta só por instrumentos de sopro. Era uma celebração ao padroeiro da cidade, San Rocco (se não me engano). Ficamos curtindo um pouco a apresentação, depois exploramos o centro da cidade (a pé), conhecemos alguns pontos turísticos como Villa Comunale “Giuseppe Garibaldi”, Porta Napoli, Palazzo Morelli e Chiesetta S. Nicola di Myra. A cidade é uma graça, vimos as varandas floridas, nos perdemos um pouco pelas ruelas, finalmente tivemos coragem de beber água de um dos pumps (que ficam espalhados por toda a Puglia e Mirko, nosso guia, disse que é água potável. Ele mesmo bebeu, então bebemos também...). De lá, seguimos de volta para Alberobello por outro caminho (mais na estrada, com um trecho no meio de um bosque, hehehe).

​Terminado o passeio, entregamos as bicicletas, almoçamos no centrinho de Alberobello e fomos explorar a pé as ruelas entre os trulli, entrando em várias lojas e artesanatos. Foi o segundo momento em que choveu, o único em que estávamos turistando (no primeiro, estávamos no carro). Chegamos aos trulli que possuem o teto pintado e voltamos para pegar o carro e ir para a hospedagem.


À noite, voltamos a Locorotondo para jantar no restaurante U Curdunn (indicação de Mirko). Pensem em um restaurante bom? Sério, uma delícia! Aproveitamos para provar o vinho branco da Puglia, da uva verdeca, muito bom! De sobremesa tomamos um gelato e fomos para a enoteca La Bottega di Alfredo, também indicação de Mirko. Gente, Alfredo é um fofo! Devemos ter ficado lá uns 40 minutos pois ele começou a indicar vinhos, explicar cada um, aí descobrimos que ele tem uma produção própria de vinho e de massa, ficamos falando sobre isso, fizemos degustação de azeite... Foi muito bacana mesmo! No final ele deu um abridor de vinhos para cada uma de nós! Foi uma ótima forma de terminar um dia tão especial!


​Clara, escrevendo sobre o dia 16 de agosto de 2026.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

De Polignano a Ostuni: Sol, Sabores e Muitas Risadas

Buongiorno! Ontem acabamos dormindo por volta das 2:30 da manhã para acordar às 7:30 hoje... Tínhamos programação às 9h da manhã e precisávamos arrumar as malas e já deixar tudo no carro para liberar a hospedagem...

​Começamos o dia fazendo um passeio maravilhoso de barco margeando Polignano a Mare. O dia estava incrível, então tivemos uma visão especial da cidade! Vale muito a pena fazer esse tour, pois dá uma noção melhor das casas em cima das falésias, das cavernas, das praias que ficam "achatadas" entre os paredões... Muito bacana mesmo! Para deixar o passeio ainda mais legal, entre os turistas que estavam no barco havia um casal de australianos muito divertido. Eles já possuem dois filhos "adultos" (com mais de 20 anos), mas estavam viajando só os dois. Rimos muito, especialmente tirando fotos uns para os outros. Foi excelente! No final do trajeto há uma parada em uma praia onde podemos tomar banho. Novamente, água deliciosa, na temperatura certa "de quentr"!

​Após o passeio, fomos direto para a segunda hospedagem, localizada em Ceglie Messapica. Deixamos as malas, Amandinha tomou um banho rápido e eu tomei um banho "de gato" (ainda não havia toalhas, pois o apartamento não tinha sido limpo totalmente, só liberaram para deixarmos as coisas). Em seguida, fomos para Ostuni.

​Ostuni é conhecida mundialmente como a "Città Bianca" (Cidade Branca) e fica situada sobre três colinas no Vale d'Itria. O centro histórico (La Terra) é totalmente coberto de cal branca. Essa prática começou na Idade Média para maximizar a iluminação natural nas ruas estreitas e foi importantíssima para higienizar o local durante as epidemias de peste no século XVII.

​Assim que chegamos lá, fomos comer. Amandinha queria provar um "sanduíche" que víamos o tempo inteiro o pessoal comendo (depois descobrimos que o nome é Puccia). Ela achou um lugar pequeno, mas fofo, chamado Panimó. O rapaz fez um especial para mim — claro, meu paladar infantil prevalece — e... Que delícia! O pão, o molho... Gente, a versão local da muçarela de búfala daqui é sensacional!

​Depois exploramos um pouco a cidade, passeando pela parte histórica e apreciando o visual das construções brancas com portas de cores fortes. Subimos até a Catedral e paramos em diversos mirantes, pois do alto é possível ver desde as plantações de oliveiras até o mar... Sim, dá para ver a costa do Adriático! Ficamos fazendo hora até o compromisso seguinte.

​No final da tarde, pegamos o carro para ir a um sítio da Nonna para fazer uma cooking class! Éramos um grupo com duas brasileiras, uma família belga (pai, mãe, duas filhas e um filho), uma suíça e duas suecas. Mas o que tornou o grupo ainda mais dinâmico foi descobrir o que cada um fazia profissionalmente... Tinha uma jogadora de basquete, a primeira atleta belga a se classificar para o campeonato mundial de nado artístico, uma influenciadora, um matemático, uma profissional de necrotério, uma estudante de direito que quer ser juíza para garantir os direitos de órfãos e um rapaz com síndrome de Down (não é profissão, mas quis incluí-lo pois deixou a mesa ainda mais interessante), além de Amandinha e eu (uma que trabalha na Fórmula 1 e a outra FIRE - Financial Independence, Retire Early).

​A aula em si foi divertida, mas ficou a sensação de ter sido meio "pro forma". No entanto, o final, quando nos sentamos todos para jantar, foi superinteressante. Nem todos falavam inglês, mas TODOS estavam empenhados em conversar! O garoto fofo com síndrome de Down (esqueci o nome dele), por exemplo, veio se apresentar de imediato. Falando zero de inglês, tentava loucamente se comunicar. Vários idiomas se misturaram, resultando em uma troca muito rica! E o jantar estava uma delícia!

​De lá, voltamos para o apartamento (eu louca para tomar banho). Chegando, vimos que a localização era privilegiada, bem no meio do burburinho, ficando literalmente no início da praça central, onde há diversos restaurantes, bares e rolava música ao vivo... Foi difícil para dormir, mas deu certo!

​Sobre o apartamento deste trecho da viagem... Rapaz, o box do chuveiro fica no quarto, praticamente em frente à cama. Nem o box tinha porta ou cortina... Tivemos uma crise de risos, mas é o que é. No mais, tudo arrumado, novo e bem estruturado.

​Clara, escrevendo sobre o dia 15 de agosto de 2026.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Volare, oh-oh

Buongiorno! Hoje nos permitimos acordar "quando acordarmos", já que não tinha nada agendado! Com isso, acordei umas 09:40 e, enquanto Amandinha estava no CrossFit, eu fiquei passeando por Mola di Bari.


​Andei pela orla da cidade, uma graça! Pelo que percebi, e por onde caminhei, o local não tem muita praia. É mais usado como uma marina: tinha vários barcos atracados e não vi ninguém no mar. Perto da orla, no centro histórico, tem uma torre fofa chamada "torrione". Passei pelo Castello Angioino, explorei um pouco a parte antiga com as ruelas estreitas e edificações fofas, depois fui ao mercado e voltei para a hospedagem.


​Quando Amandinha voltou, fomos para Polignano a Mare. De nome pode não ser tão conhecida, mas sua principal praia, Lama Monachile, costuma aparecer em MUITAS fotos. A característica principal do lugar é que as casas (geralmente brancas) foram construídas em cima de falésias, no precipício do mar que possui cavernas incrustadas. É uma visão completamente diferente de tudo o que eu já vi! Há registros de a região ser habitada há 7 mil anos antes de Cristo, e a cidade foi fundada por volta do século IV a.C. Outra curiosidade: é a cidade natal do cantor Domenico Modugno, criador do clássico "Volare" (Nel blu dipinto di blu).


​Assim que chegamos, pegamos um Tuk Tuk para dar um passeio geral. O trajeto foi mais pela parte externa do centro histórico, mas foi bem legal! Passamos pela casa na qual Domenico Modugno morou, por algumas praias (incluindo Portalga, conhecida como a praia dos Pescadores) e mirantes, e paramos na principal entrada da cidade histórica: Marchesale Arch! Mais um centro histórico que é uma graça, especialmente por essa característica das casas praticamente em cima do mar... Foi muito bacana passear por ali!


​Depois almoçamos em um restaurante indicado por Gianni (o guia do Tuk Tuk) chamado La Terrazza. Primeiro ficamos meio receosas pois, além de ficar no meio da área turística, estava com nota 3,8 no Google. Mas acabamos indo e foi uma excelente surpresa! Comemos uma salada caprese de entrada e um peixe fresco que realmente estava fresco. Estava tão bom que nem precisou de acompanhamento!



​Na sequência, passamos pela famosa praia Lama Monachile. Ela é bem bonita, mas eu esperava mais. Sabia que era pequena, pois fica espremida entre duas falésias, mas ainda assim ao vivo achei menor ainda. O mar estava agitado, então não deu para ver o tom turquesa de que todo mundo fala. Estava absolutamente lotada, como era de se esperar... Sei lá, gostei, achei bem bonita, só não amei... Passamos também pela famosa estátua de Domenico Modugno e fomos pegar o carro.



​Quando Amandinha foi para o CrossFit, ela conheceu algumas pessoas que deram várias dicas para nós. Entre elas Porzia, que indicou uma praia aonde só vão pessoas que moram na região. Fomos para lá nos encontrar com ela. Realmente o lugar estava tranquilo (tinha gente, mas nada cheio e só "locais"). Ela é muito gente boa, ficamos conversando por um tempo (em espanhol, pois as pessoas daqui de Puglia não falam muito inglês). Deixamos as coisas onde ela e os amigos (jovens adultos, crianças, famílias) estavam e fomos caminhar um pouco. A praia é de pedra, não era tão agradável de andar (e também era pequena). Fomos ver a temperatura da água, e... maravilhosamente agradável! Não deu outra: rapidamente tiramos as saídas de praia e fomos para o mar. Gente, que água deliciosa! Diria até que mais agradável do que a de Salvador, pois não tinha aquele choque inicial de água fria, que exige que o corpo se adapte. Ao mesmo tempo, ela refresca (está muito calor, batendo 35 graus durante o dia). Foi uma delícia, ficamos um bom tempo na água!



​De lá voltamos ao Airbnb, nos arrumamos e fomos para Monopoli. Porzia havia nos dito que hoje era dia da Madonna della Madia (a padroeira de Monopoli) e estaria tendo a Festa Patronale di Maria Santissima della Madia, celebração conhecida como "La Notte dell'Approdo" (A Noite do Desembarque). A cidade estava LOTADA! Tivemos dificuldades para estacionar o carro, mas deu tudo certo. Como a grande maioria das pessoas estava acompanhando a cerimônia na marina, aproveitamos para ir jantar enquanto os restaurantes não estavam cheios. Jantamos e fomos passear pela cidade histórica. Estava bem cheia, mas a noite estava agradável. Vimos alguns dos pontos turísticos, outros nem tanto, entramos em algumas lojinhas, sentamos para ficar curtindo a brisa do mar... Perto de meia-noite estávamos procurando um lugar para ir ao banheiro quando passamos por um restaurante que estava com um DJ massa. Resolvemos pedir algo lá. Depois de um tempo, um grupo de dinamarqueses, que também estava com um grupo de estadunidenses (texanas), nos chamou e ficamos conversando. Passado um tempo, o lugar virou uma balada, o grupo virou um grupão e estava todo mundo dançando. Foi bem bacana! Saímos de lá por volta das 2:30 da manhã!


​Clara, escrevendo sobre o dia 14 de agosto de 2026. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Siamo arrivati ​​in Puglia

 Bom dia! Hoje foi o dia de iniciarmos a viagem que é o grande objetivo desta jornada: conhecer a região da Puglia, que fica no salto da bota da Itália!

​Logo de madrugada acordamos para pegar o avião com destino a Bari. Chegamos, pegamos o carro e fomos direto para a primeira cidade a ser visitada: Matera. 


​Apesar de o objetivo da viagem ser explorar a Puglia, a primeira parada fica localizada em outra região (vizinha da Puglia): Matera! Inicialmente eu não a tinha incluído no roteiro, mas depois de diversas recomendações acabei incluindo. E foi uma excelente ideia! Uma cidade diferente e muito bacana!


​Ela é uma cidade cujas casas foram escavadas em grutas, dentro das rochas calcárias, formando os dois principais "bairros" ou Sassis: Sasso Caveoso e Sasso Barisano. Além disso, uma casa pode ser a base da outra, ou o teto de uma pode ser o quintal da outra... Muito louco e muito interessante! A cidade de Matera é considerada um dos povoados continuamente habitados mais antigos do mundo — foi encontrada na região uma cerâmica de cerca de 7.000 a.C. Em 1952, o governo italiano decretou uma lei que proibia as pessoas de morarem nessas grutas devido às condições precárias, e então elas foram transferidas para outras habitações. Em 1993, essa região passou a ser considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.



​Chegamos lá e fomos direto para a Piazza Vittorio Veneto, onde fica o mirante Belvedere Luigi Guerricchio (Belvedere dei Tre Archi), que tem uma vista linda para o Sasso Barisano. Depois fomos almoçar em um restaurante chamado Medina. Uma delícia, superagradável e bem localizado! Na sequência, fomos para o Palombaro Lungo, uma cisterna subterrânea do séc. XIX.


​Depois nós entramos no Sasso Barisano e começamos a passear. Uma delícia! Literalmente, a cada curva há uma surpresa, uma lojinha, uma vista bacana ou um lugar para visitar. Atravessamos o Sasso, seguindo +/- as placas do "Itinerario Turistico", que ficam espalhadas por toda a parte antiga de Matera e acabam te guiando pelos principais pontos turísticos. Não vou listar todos os locais que visitamos, mas vale desbravar a Via Fiorentini e ir à Chiesa Rupestre di Santa Maria di Idris! ​Nos "perdemos" por tanto tempo que saímos de lá com o sol se pondo!



Depois, pegamos o carro e fomos rumo a Molí de Bari, a 1a cidades que faremos de base nessa viagem. Fomos direto procurar um lugar para jantar, afinal, já eram umas 23h... Comemos uma carne no restaurante Tangus (muito boa) e fomos para a hospedagem.


PS: Já tinha postado, mas percebi que tinha esquecido de contar uma coisa, diria que um "perrengue chique"... O Airbnb que pegamos fica bem perto da parte histórica da cidade. Dava para chegar de carro, porém por meio de uma rua MUITO estreita. Chegamos, tiramos as malas para deixar no apartamento e combinamos de eu guardar o carro enquanto Amandinha se organizava. Para sair da rua, tinha que entrar em uma rua perpendicular, também estreita. Rapaz... Fui fazer a curva e vi que não ia de primeira. Dei ré, ajeitei o carro e fui de novo. Chegou um momento em que o carro ficou preso! Tinha um "gelo baiano" (bloco de concreto) pequeninho bem na quina da esquina em que eu tinha que virar, que prendeu a roda! Velho... Fiquei tão puta... Liguei para Amandinha, ela desceu, ficou me instruindo e conseguimos tirar o carro... Que sufoco, aff! Fiquei tão agoniada que nem tiramos foto... kkkkkk

 

​Clara, escrevendo sobre o dia 13 de agosto de 2026. 


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Dia Caseiro

Bom dia! Hoje foi um dia que poderia ter acontecido em qualquer cidade do planeta, se não fossem detalhes como a companhia...

​De manhã fui para a academia com Amandinha. Enquanto ela malhava, fui fazer pilates. Rapaz, a professora é muito boa! A sala estava lotada, umas 30 pessoas, e a aula foi maravilhosa. Morri! Ah, e a academia, sensacional... Da mesma rede da que ela frequentava quando morava em Bicester...

​De lá, passamos em dois mercados. Aproveitei para comprar alguns itens importantes — ou não tão importantes assim... kkkkk. Mas adoro ir ao mercado, ver o que tem de novo, o que tem de diferente do Brasil... Divertido!

​Voltamos para casa, tomei café e tirei um cochilo. Acordei, fui arrumar umas coisas e fui garimpar alguns itens de roupa que Amandinha tinha separado para doar (tudo o que ela compra é de ótimo gosto!). Peguei algumas coisas e fui agilizar o roteiro da viagem que faremos (ainda não está pronto... sério!).

​De noite preparamos as malas para a viagem do dia seguinte, e fomos dormir (já era mais de meia-noite)!

​Clara, escrevendo sobre o dia 12 de agosto de 2026.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Nova Viagem

Depois de mais de um ano da última viagem, olha eu aqui de novo!!! Já estava com saudades... 

Mais uma viagem internacional, mas desta vez um roteiro mais tranquilo. Visitarei países repetidos, porém, cidades novas / desconhecidas para mim...


Antes, ontem (dia 10/agosto) passei o dia inteiro no avião. Como não tem muito o que contar, não fiz uma postagem específica. Mas vale destacar um ponto do dia: Amanda, que já apareceu aqui em outras 4 viagens (!!!, adooooooro), foi me buscar no aeroporto de Londres, já de noite, e fomos direto para a casa dela, em Oxford. Jenner foi nos encontrar, jantamos, ficamos conversando um bom tempo e fomos dormir.


Tinha marcado com ela de acordarmos cedo (6h) para irmos para a academia. Acordei cedo, mas estava morrendo de sono e cansaço. Voltei para dormir e fui acordar só umas 10h.


​Quando acordei, Amandinha estava trabalhando (remoto). Tomei café e fiquei conversando com ela e ajustando o nosso roteiro (que não terminei o detalhamento). Umas 14h, Mariana (nossa amiga do Brasil que hoje está trabalhando com ela aqui na Inglaterra) chegou, e ficamos conversando enquanto elas trabalhavam.



Umas 15h fui passear na redondeza da casa de Amandinha para conhecer o bairro. Bem fofinho, pacato, mas que mistura residências com lojas comerciais (diferente da localização da casa anterior dela). Passeei um pouco, comprei o chocolate daqui que eu amo (Cadbury) e voltei para casa.


Por volta de umas 17:30 elas pararam de trabalhar e fomos andando para o restaurante jantar. A caminhada foi uma delícia, não só pela conversa de nós três, como pelo trajeto em si, à beira do rio Tâmisa. Tudo bem que o caminho não é pavimentado ou arrumado, mas eu achei fofo. Tinha até trechos em que o pessoal estava tomando banho no rio. Primeiro andamos até o The Medley, um barzinho "countryside", mais afastado da cidade, com muitos campos ao redor e na beira do rio. Lugar mais rústico, bem bacana. Mas não tinha vaga, então seguimos para o The Perch, onde jantamos. Também pegada mais "rural", com ambientes para piquenique e para jantares mais formais. Ficamos conversando e comendo por um bom tempo, e depois voltamos para casa.


Clara, escrevendo sobre o dia 11 de agosto de 2026