Buenos Días!!! Acordamos, tomamos café, fizemos algumas arrumações no hotel e fomos para a Ciudad Vieja para nos encontrarmos com o guia do free walking tour.
Quando chegamos à Plaza Independencia o tour já tinha começado, mas só "perdemos" a descida ao Mausoleo de José Gervasio Artigas. Pegamos as demais explicações da praça, como o Palacio Salvo (eu não sabia que era residencial e que tem a lenda de o 7º andar ser mal-assombrado), a Torre Ejecutiva (onde fica o Presidente da República) e a Puerta de la Ciudadela (portal que sobrou da antiga colônia e representava a entrada da cidade, sendo hoje o marco que liga a cidade velha ao centro). Bacana que no chão, a partir do portal e seguindo a Sarandí (uma rua só para pedestres, com vários cafés e lojas, que segue até o Mercado del Puerto), tem o Espacio de los Soles, onde há placas de sol em homenagem a figuras importantes, como Nelson Mandela.
Passamos pela frente do Teatro Solís, que é muito bonito, pena que estava fechado para visitas. Duas dicas: às quartas a visita é gratuita, e vale reparar em um farol vermelho que fica no topo. Ele se acende para informar quando está tendo alguma apresentação ou espetáculo. De lá seguimos o tour pela Sarandí, passamos pela Plaza de la Diversidad, que possui algumas fotos e painéis interessantes, e seguimos para a Plaza Matriz (também conhecida como Plaza Constitución). Ela foi a primeira praça construída em Montevidéu e foi palco de várias coisas, desde touradas até o juramento da Constituição do Uruguai. É uma das únicas praças que possui uma igreja, no caso a Catedral Basílica da Imaculada Conceição, São Felipe e São Tiago de Montevidéu (ou Catedral Metropolitana de Montevideo). Ela é simples, mas bem bonita. Dentro, a catedral ainda possui a pia batismal original usada para batizar Artigas.
De lá fomos para a Plaza Zabala, desenhada por um francês (não lembro o nome) em homenagem a Bruno Mauricio de Zabala, fundador da cidade de Montevidéu. Aqui vale destacar duas curiosidades: uma é que a praça tem traços curvos (caminhos internos, postes e grades) para fazer contraste com essa parte da cidade toda quadrada (ruas e prédios). A outra curiosidade é que as grades ao redor da praça têm um desenho fálico constante! Segundo o guia, o francês recebeu um valor baixo pela praça e resolveu fazer essa "brincadeira". Vai saber...
Por fim, terminamos o tour no Mercado del Puerto. Eu esperava algo maior mas, depois de internalizar que o Uruguai só possui +/- 3,5 milhões de pessoas, sendo 1,5 milhão em Montevidéu, faz sentido as proporções serem menores. O mercado foi construído pelos ingleses para ser ponto de apoio das navegações que saíssem do Oceano Pacífico em direção à Europa (antes do Canal do Panamá existir). Toda a sua estrutura metálica interna foi fabricada em Liverpool. Hoje é um mercado turístico com restaurantes e lojinhas de souvenir. Almoçamos no Cabaña Verónica, muito bom!!! Comemos carne, claro. Só que desta vez Zã e eu escolhemos certo, carne sem gordura. Delícia!!!
Ao terminarmos, fomos para o Museo Andes 1972. Lembram da história do time uruguaio de rugby que teve um acidente de avião e ficou nos Andes por 72 dias até serem resgatados? Pois então, o museu possui um vídeo com depoimentos de alguns sobreviventes, tem objetos recuperados e preservados tanto dos passageiros quanto partes do avião, painéis e textos interativos com detalhamento do ocorrido, além de um simulador que mantém a temperatura em -20 °C e simula ventos de 10 km/h. De tempos em tempos ele abre para os visitantes ficarem lá dentro por 72 segundos (1 segundo por cada dia em que eles ficaram na montanha). Não simula as condições exatas que enfrentaram, mas tenta chegar perto. É loucura... Ainda mais quando apagam as luzes dentro do simulador...
Depois fomos tomar café no Café La Farmacia. Pensem em uma cafeteria fofa! Ela fica dentro de uma antiga farmácia e preserva toda a estrutura antiga, com potes e "cristaleiras" de madeira para você visualizar os potes antigos de remédios... Muito bacana mesmo! Aproveitamos para fazer um lanche; eu comi um croissant delicioso e bebi um chocolate quente horrível...
Para terminar o dia, fomos ao Fresh Market (imenso) perto do hotel. Compramos alfajor, doce de leite, azeite, água... Tudo mais barato do que no Mercado del Puerto. Zã, Beto e (principalmente) Lili compraram várias outras coisas... Kkkkk foi engraçado, mas entendemos que esse mercado, no bairro em que estamos, não era tão em conta... Mas valeu! De lá voltamos para o hotel e apagamos!
Clara, escrevendo sobre o dia 12 de outubro de 2026.



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