terça-feira, 20 de agosto de 2024

Explorando cidades pequenas

 Rapaz.., eu não tinha me tocado o quão cansada eu estava... Tudo bem que ontem fomos dormir umas 3h da manhã, mas logo depois apaguei e de repente já eram 09:30 da manhã (tínhamos combinado de acordar às 8h...).


Levantamos, comemos um café da manhã maravilhoso que Vivi organizou e iniciamos nosso passeio turístico! Primeira cidade foi Haarlem. A cidade é pequena, fica a +/- 1h de Roterdão (Rotterdam), uns 20min de Amsterdam e é a capital da província da Holanda do Norte. Apesar de ser conhecida como “Bloemenstad” (cidade das flores) devido à sua longa tradição na produção de bulbos de tulipas, praticamente não vimos tulipas, afinal, não é o período dessas flores. Porém, a cidade tem diversas outras flores, que a tornam ainda mais charmosa! Sim, ela também possui canais que cortam a cidade, com diversas lanchas e barcos circulando nas águas e as milhares de bicicletas circulando na terra. Não vou ficar repetindo essas características em todas as cidades, afinal isso é padrão do país, ok? Kkkk


A primeira parada de carro foi na Estação Central:  é uma das mais antigas estações ferroviárias dos Países Baixos (datada de 1839), e é a única do país construída inteiramente no estilo Art Nouveau. De lá, dirigimos até o centro, estacionamos o carro e fomos caminhar! Paramos em uma das milhares cafeterias e seguimos em direção à Grote Kerk / Grote of Sint Bavo Kerk (catedral gótica de São Bavão). Sim, tem vários nomes a depender de onde você pesquisa... Mas ela é imensa e fica na famosa praça Grote Market, então não tem erro! De longe já dava para vê-la. A "arrodeamos", e fomos passear na praça.


Escrevendo aqui no blog, me toquei de um ponto... Era para termos entrado na igreja, mas me esqueci! Inclusive dizem que tem um órgão bem bonito no qual Mozart tocou quando era pequeno!! Mas estávamos tão entretidas na cidade e nas nossas conversas que nos passamos completamente... Gente, a cidade é uma graça! Uma fofura, com ruelas lindas e tranquilas, arquitetura uma graça... Enfim, exploramos a praça um pouco. Demos uma volta nas ruelas até ir para o outro extremo da praça para vemos o Hoofdwacht, prédio mais antigo de Haarlem que já funcionou como cadeia, loja de artes, prefeitura, etc. Depois seguimos para o Hofje Van Bakenes, e aqui vale uma explicação: Hofje são pátios internos cercados por pequenas casas, típicos dos Países Baixos, especialmente em cidades como Haarlem. E esse é uma graca: pequeno, muito bem cuidado, e é um charme pra chegar nele (passamos por um corredor de tijolos)!!



Continuamos o passeio até a ponte Catharijnebrug, que fica em um lugar estratégico com vista para a cidade e para o moinho Molen de Adriana, de 1779. Fomos ao moinho e íamos subir (tem um tour que conta a história do moinho e depois vc pode ficar no terraço). O plano era para o tour, até chegamos a pagar, mas eles tiveram um problema e só teriam tour depois de uns 45min... Não tínhamos tempo pra isso, então eles devolveram o dinheiro e fomos almoçar no Restaurant Zuidam que ficava bem em frente. 


Após a pausa seguimos nossa caminhada até a Amsterdamse Poort, um dos marcos históricos mais importantes de Haarlem, construída em 1355 e é a única das doze portas originais da cidade que ainda existe. Em 1631, com a construção do canal Haarlemmertrekvaart, a porta passou a ser chamada de Amsterdamse Poort, pois se tornou a principal entrada para quem vinha de Amesterdã. Cara, tudo nessa cidade é fofo, lindo, meigo.. Na frente do portal mesmo tinham umas flores maravilhosas... Ficamos um bom tempo só curtindo e tirando fotos! 


De lá pegamos o carro e fomos para a cidade de Zaandam, mais especificamente Zaanse Schans. Esse "bairro" é como se fosse um museu a céu aberto replicando de forma bem fidedigna um vilarejo dos séculos XVIII e XIX. Além das casas pequenas e bem características, tem diversos cafés, representação de uma fábrica de queijos, outra dos famosos tamancos de madeira (eu não sabia que eram TANTOS modelos), restaurantes e, claro, alguns moinhos à beira do rio! Ficamos passeando e curtindo o museu no nosso tempo, o que foi ruim pois 18h em ponto fomos expulsos da loja de queijos (literalmente!)! Mas o vilarejo fica aberto 24 horas, você só não consegue entrar nas casas e lojas...


Voltamos pra Rotterdam, jantamos na casa de Vivi e novamente ficamos conversando até meia noite... Muita conversa pra colocar em dia... Kkkkk


Clara, escrevendo sobre o dia 19 de agosto de 2024

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Avião e Lisboa e avião...

Olha eu aqui novamente para descriver mais uma viagem internacional absolutamente especial... 


Fafá, também conhecida como minha mãe, fez 70 anos no ano passado. Como parte das comemorações, ela queria viajar com as filhas para Paris. Depois de vários ajuste e conciliações de agenda, conseguimos um período que todas podiam: final de agosto!! Mas Zã e Bibis só podiam uma semana, então sugeri para mãe para começarmos nossa viagem uma semana mais cedo, para um país que até então não conhecíamos: Países Baixos (antigamente conhecido por Holanda).


Depois de diversos ajuste, e surpresas, marcamos! Surpresas? "Simples" : lá ficaremos na casa de Vivi minha amiga que conheci pela Braskem mas hoje digo que é amiga "e pronto". Ela tirou 3 dias de férias para nos acompanhar em diversos passeios!!! E para completar o quão especial essa viagem já está sendo, Amanda (já falei dela aqui tanto em uma viagem para a Itália quanto na viagem do ano passado para Espanha) foi também para os Países Baixos, também ficar na casa de Vivi e passeará conosco!! Ou seja, uma viagem com 2 techos absolutamente especiais!!! Faz meses que já estou empolgada e animada com essa viagem!! 


Então, como comentei, primeiro trecho será nos Países Baixos! Pense em uma viagem looonnngggaaaa.... Mãe e eu saímos de São Paulo no sábado, dia 17/ago, às 20:30. Chegamos em Lisboa às 11h (horário local). Depois pegamos nosso voo às 18:20, para chegarmos em Amsterdam às 22:20 (também horário local). 


Claro que, com esse chá de espera em Lisboa, desembarcamos para passear!! A passagem pela alfândega foi bem tranquila (um viva ao passaporte Português), pegamos um táxi e fomos para o Bairro Parque das Nações, que fica a 10min do aeroporto!!! Depois vimos que teria dado para ir de metrô, mas como estávamos de mochila (o locker não tinha disponibilidade) e estava MUITO calor, então acabou valendo o taxi...


Começamos o passeio pela Torre Vasco da Gama, que fica à margem do rio Tejo. Ou melhor, deixa eu revisar: pelo que entendi, toda a região do Parque dasefica às margens do rio Tejo e as principais atrações foram construídas para a Expo 98 (e por isso inauguradas em 1998). Com 140 metros de altura, ele é o edifício mais alto de Portugal e, claro, é possível subir pra ter uma vista panorâmica (não subimos, pois estávamos cuidando do horário)... 



De lá, fomos andando pelo maravilhoso parque, com lindas árvores, até a Telecabine de Lisboa (teleférico), da estação norte. Que passeio delicioso, sério! Ver de cima esse bairro lindo, arborizado, margeando o río, é realmente especial (e o dia também ajudou, pois estava um sol fenomenal)! Ao descermos na estação Sul, fomos caminhando em direção ao Jardim das Águas. Outro cantinho maravilhoso desse bairro! Várias crianças brincando, em um dia absolutamente quente, as águas realmente refrescara.. Uma informação bacana sobre o design do Jardim (fonte CoPilot):

"Os jardins são divididos em três seções principais que representam o curso de um rio, desde a nascente até o oceano:

* Jardim das Palmeiras: Representa a nascente, com uma grande fonte de parede e um lago tranquilo, rodeado por palmeiras. 

* Pomar do Mediterrâneo: Evoca a riqueza do Mediterrâneo com árvores frutíferas como laranjeiras, oliveiras e figueiras. 

* Lago Ulisses: Um lago sereno que reflete a vegetação circundante e leva ao Jardim Hidráulico, um museu ao ar livre com máquinas hidráulicas antigas."



Depois continuamos caminhando e passamos pela frente do Aquário / Oceanário de Lisboa, Pavilhão do Conhecimento (que tem uma entrada bem bacana) e Parque das Nações (com as bandeiras,  de diversos países inclusive a do Brasil). Seguimos o passeio até o restaurante Tacho do Pescador onde almoçamos. Comida ok, com cara de "pega turista"... Depois fomos comer sobremesa na Manteigaria que tem no bairro (lugar pra comer o Pastel de Natal, também conhecido como de Belém), fomos andar um pouco no shopping Vasco da Gama e voltamos para o aeroporto, para seguirmos viagem! 


Chegando em Amsterdam (22:30 da noite, o voo atrasou), fomos pegar as malas... E a minha estava sem o cadeado! Quebrou, partiu, sumiu! Fui atrás de um balcão da TAP, mas não tinha ninguém! Abri a mala, vi que não estava remexida, então fomos embora. Ao passar pelo portão de desembarque, vejo as duas lindas (Amandinha e Vivi)!!! Gente, que saudade que eu estava delas!!! Abraços mais que apertados, zoeira, conversas... Amei!! Compramos um café no aeroporto pra mãe, e fomos pra casa de Vivi em Rotterdam (Roterdão). Ficamos conversando até 3h da manhã!!! Muito bom!!!! 



Clara, escrevendo sobre os dias 18 de agosto de 2024

sábado, 8 de junho de 2024

Lençóis Maranhenses

Este será meu primeiro relato / compartilhamento de viagem nacional!
ia fazer dia a dia, como costumo fazer nos demais relatos, mas fiquei sem sinal, e como limitação de energia elétrica, por 4 dias. Então, farei aqui um belo de um resumo sobre mais uma experiência especial!

Destino / Pacote:
O destino escolhido foi o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão. Pesquisei diversas opções de passeios, mas me apaixonei por uma que achei mais completa: 5 dias de percurso, dormindo no próprio parque. Além disso, selecionamos uma empresa "B", que foca no turismo sustentável. O que seria isso: em resumo muito resumido, a empresa concilia o turismo com o desenvolvimento das comunidades locais, focando na preservação e conscientização do meio ambiente. No nosso caso, na prática, todas as nossas hospedagens (exceto de São Luis) foram em comunidades ou pousadas locais, sempre se alimentando em negócios locais também.


O Passeio:
O objetivo foi passar o máximo de tempo possível explorando o parque, acessando as lagoas mais isoladas (e não aquelas que enchem de turistas porque fazem bate-e-volta de pequenas cidades próximas). Como o parque possui 155 mil hectares (dos quais 90mil são compostos por dunas e lagoas), esse tour em especial é composto por 3 dias de caminhada na área (com o mochilão nas costas) e 1 dias de caiaque. para não sair do parque, á noite dormimos nos redários, que as comunidades que moram nos "oásis" montam. Nelas, a energia elétrica é limitada (fornecida através de gerador solar, e por isso o chuveiro não era aquecido), zero sinal de celular (às vezes a Vivo pegava), e praticamente zero wifi (apenas 1 redário tinha Starlink, mas era paga).


Em todos os dias, era muito bacana ver que só encontrávamos outras pessoas que também estavam fazendo trecking, com suas mochilas nas costas. E ainda assim não necessariamente os grupos paravam nas mesmas lagoas, muito menos no mesmo horário. Os guias tinham esse cuidado para que cada grupo dos redários saíssem em horários diferentes, assim os banheiros e lugar onde comíamos não ficavam lotados. Outro ponto é que sempre saíamos cedo (5h, 4h e 6h da manhã). Isso para evitar que caminhássemos perto de meio dia, no calor absurdo (lembrando que o Parque fica perto do equador)...


No 1º dia, a caminhada foi de 12km. O dia estava nublado, então a caminhada foi tranquila. Confesso que a minha primeira impressão foi "que lugar lindo, mas não vejo essa coisa do outro mundo que todos falam". Ao longo do percurso paramos umas 3 vezes, mas tomas banho nas lagoas e aproveitar para descansar.


No 2º dia, a caminhada foi de 8km apenas. E graças a Deus, pois pegamos uma chuva HORROROSA! Teve uma hora que as gotas estavam tão pesadas e grossas que cheguei a pensar que podiam ser granizo (claro, sei que não tinha temperatura para isso, mas ainda assim). Confesso que foi um dia em que eu não curti / aproveitei muito.


O
3º dia foi espetacular! Foi o mais longo (18km), então foi o dia em que saímos mais cedo. Aproveitamos para apreciar o céu estrelado, ver o nascer do sol, e nos deslumbrar de fato com o Parque e suas espetaculares vistas! Não sei se o trecho é o mais bonito ou se o dia ensolarado quem contribuiu, mas realmente foi o dia mais impressionante! Dava vontade de ficar tirando fotos o tempo inteiro, de parar e ficar curtindo e sentindo o lugar... Lindo demais!

No 4º dia fizemos 15km de caiaque. No início eu fui bem, depois caí (me bate com um galho, KKKKK), e por fim fiquei bem cansada... Mas foi um passeio delicioso, na medida certa! Ótima forma de concluir o tour pelo parque!


Comida:
Todos os lugares que comemos estava bom! Desde o feijão básico dos redários até a carne do sol em São Luis, tudo sempre muito gostoso, bem servido e por um preço justo!

O grupo:
Estávamos em um total de 13 pessoas: 10 “turistas”, 1 turismóloga que nos acompanhou de e até São Luis, e 2 pessoas que moram no parque e que nos guiou durante a caminhada. Cada um completamente diferente do outro, mas todos conseguiram se conectar uns aos outros e formar um grupo de fato! E digo isso porque em um dos redários vimos como isso não aconteceu, teve briga por rede, um caos....



O resumo, viagem espetacular! Recomendo muito a visita aos Lençóis, seja através dessa experiencia de caminhada (recomendo demais!), seja se hospedando em cidades próximas e fazendo bate-e-volta... O ponto é, trata-se de um lugar que deve ser conhecido por todos!