sábado, 22 de março de 2025

Início da despedida

Em teoria, hoje passaríamos um dia inteiro em um ashram. As atividades começam 05:20, logo... Acordamos 04:30 da manhã! 

Primeiro a definição. De acordo com o Copilot, ashram é um local dedicado à prática espiritual e à meditação. Tradicionalmente, os ashrams eram eremitérios onde sábios viviam em paz e tranquilidade, afastados das áreas urbanas, em meio à natureza. Hoje, eles são comunidades intencionais que promovem a evolução espiritual dos seus membros através de práticas como yoga, meditação e estudo das escrituras sagradas. Em Rishikesh parece que tem 3 mais famosos, e foi escolhido para irmos no Anand Prakash Yoga Ashram, pois oferece um "day use". Chegamos lá, ainda estava escuro, e estava acontecendo o excecicio de meditação guiada. Quando sentamos na sala, foi me dando um negócio... Sei lá, não gostei... Achei chato, estranho, não consegui relaxar... Quando terminou a meditação, resolvi voltar para o hotel (era pertinho).

Chegando no hotel, eu fui dormir. Pensem em um sono maravilhoso? Eu estava muito cansada! Acordei umas 8h, tomei banho, lavei a cabeça e fui tomar café. Chegando lá, eatavam tanto as meninas que não tinham ido quanto as que tinham ido (preferiram tomar café da manhã no hotel, pois no ashram seria bandeijão vegano.

Umas 10h fomos fazer comprinhas na cidade. Hoje foi o dia que resolvi comprar todos os presentes: chás, especiarias e incensos. Fomos passeando pelas lojas, entrando, explorando, foi divertido. Na hora do almoço passamos pelo Café Beatles. Gente, que vista maravilhosa! Paramos lá para almoçar. Além da vista, a comida estava bem saborosa! Eu comi um crepe bem bom!!


Depois passeamos mais um pouco e voltamos para o hotel. Eu sentei na varanda e fiquei escrevendo no blog, ouvindo música, curtindo a tarde e a vista para o rio Ganges! Foi muito bom, e eu diria até necessário. Após o pôr do sol (e a cerimônia do fogo do hotel, que eu vi do quarto), fui arrumar as malas.


De noite Renata e eu saímos pra jantar no Terracota, mesmo restaurante de ontem. Comi ovo, naan (pão delicioso indiano) e chocolate quente! Depois Ane, Tati e Kiki se juntaram a nós, jantaram e voltamos pro hotel. 

Dia bem tranquilo, leve. Do jeito que eu precisava. Com alguns apertos no coração ao longo do dia, pois foi "caindo a ficha" de que a viagem está acabando, mas foquei em transformar isso em gratidão por ter tido a oportunidade de fazer essa viagem com esse grupo de mulheres incríveis!

Clara, escrevendo sobre o dia 21 de março de 2025 

sexta-feira, 21 de março de 2025

Dia intenso em Rishikesh

Nem acredito, mais um dia em que acordamos após às 7h! O despertador tocou às 07:30, para despertarmos com calma para o café da manhã. Oficialmente hoje era o dia livre da viagem, mas programamos VÁRIAS coisas... Vou colocando por tópicos para ficar mais fácil.

Yoga com Swati Yogashala
A Rê, nossa líder / guia, tinha incluído no nosso pacote uma aula de Yoga com esse cara aqui no hotel. Não sei nem a melhor forma de descrever a aula... Foi maravilhosa, intensa, misturando conceitos de cada posição, explicação da melhor forma de fazê-las para evitar dores no corpo e as respectivas execuções. Além disso, ele soube que iríamos na caverna de Jesus, e começou a falar sobre as cavernas como um todo, a luz e a escuridão, fazendo um paralelo com felicidade... Em diversos momentos houve muita emoção, foi uma aula bonita.


Rafting no Ganges
Sim, fiz rafting, mergulhei e engoli água no Rio Ganges. Preciso dizer que a etapa mais perigosa, ou que eu senti mais medo, foi no trânsito. Lembro que já falei do tuk tuk que peguei que ficou na contra-mão e Old Deli, e falei com pouco em Varanasi, mas aqui o cara conseguiu me deixar realmente apreensiva. Pegamos um 4 X 4 da própria empresa de rafting para ir até o barco. Foram uns 25 minutos de estrada cheia de curvas nas quais o cara andava na contra-mão para ultrapassar, vindo carro no outro lado ou não. Ele não ligava. Teve um momento que Kiki, uma das meninas do grupo, pediu para ele ir mais devagar. Resultado, ele foi a 15km/h (literalmente, eu vi o marcador). Começou a descida do rio só nós 4 (Kiki, Ana, Roberta e eu) e os dois que guiavam o barco. Muito legal, rimos e gritamos horrores! Passamos por 4 quedas médias, das quais 2 se chamavam Roller Coaster e Power of God. No meio do caminho caímos no rio (de propósito). Rapaz... Pensem em uma água absurdamente gelada... Nunca senti isso! Chegou um momento em que comecei a sentir alfinetadas nas pernas, imediatamente pedi para o cara me colocar de volta ao barco... Depois encostamos em outra parada para 3 pessoas entrarem. Com todo o respeito, eles estavam fedendo muito... Não conseguíamos nos concentrar... Passamos por mais 2 quedas (uma delas chamada Mickey Mouse), e no meio eles caíram no rio (amenizou o cheiro, mas logo depois eles soltaram um arroto alto que afemaria... Enfim, mas valeu muito a pena!


Vashishta Guha + Gruta de Jesus
A Vashishta Guha é uma caverna histórica onde o sábio Vashishta, guru de Rama, teria vivido. Esta caverna tem sido um local de meditação para muitos iogues ao longo dos séculos (fonte Copilot). A caverna é muito pequena, muito mesmo, devem caber umas 15 pessoas lá dentro. Alem disso, ela é muito escura. Rê (e o professor de Yoga) nos avisaram que a gruta tinha uma energia forte. Mas quando eu cheguei, eu me senti estranha. Parecia que a energia estava parada, não sei explicar. Não me senti confortável. Depois de um tempo, foi chegando um monte de gente com a lanterna do celular ligada, fazendo barulho... Não sei, não curti. 
De lá andamos mais um pouco para irmos para a Caverna de Jesus. Há uma tradição que sugere que Jesus passou parte de seus "anos perdidos" na Índia, incluindo um período em Rishikesh. Perto da famosa Vashishta Guha, há uma caverna conhecida como a "Caverna de Jesus". Esta caverna, situada nas margens do rio Ganges, é associada à ideia de que Jesus meditou ali durante sua estadia na Índia. (fonte Copilot). Se a anterior era pequena, essa é um buraco na rocha, juro. Achei ok. Agora, a vista... Maravilhosa! Ela fica em frente ao rio Ganges, com a cor verde linda! Valeu pela vista, mas confesso que se eu soubesse como era, não teria ido.

Massagem no hotel
Voltei e fui direto para a massagem no hotel (na verdade eu já estava atrasada...). Fiz uma anti stress com aromaterapia. Pensem em uma coisa maravilhosamente gostosa? Afff, valeu cada segundo!

Sessão Sound Healing
De novo, direto, fui pro Sound Healing que marcamos para o grupo, dentro do hotel. Para quem não sabe, "Sound Healing é uma prática terapêutica que utiliza vibrações sonoras para promover relaxamento e cura. Durante uma sessão de Sound Healing, instrumentos como tigelas tibetanas e de cristal, gongos, e diapasões são usados para criar sons que ajudam a equilibrar o corpo, a mente e o espírito. Essas vibrações sonoras podem reduzir o estresse, aliviar a dor e melhorar o bem-estar geral" (fonte Copilot). Curioso que, no início, minha cabeça estava super agitada, eu pensando em um monte de coisas. A cada batida nas tigelas, meu corpo começava a vibrar, especialmente as partes / membros superiores, e de novo, e mais uma vez, e apaguei (ou sei lá pra onde fui). Despertei (sem acordar / abrir os olhos) com um clarão amarelo, juro! Depois uma cor azul muito forte! Fui pesquisar e, segundo o Copilot, o amarelo significa que eu estava trabalhando o chakra do plexo solar, relacionado a confiança e poder pessoal, intelecto e criatividade. Já o azul está ligado ao chakra da garganta, relacionado à calma, tranquilidade, comunicaçãoe expressão. Saindo da sessão, foi curioso como cada uma viu ou sentiu cores / coisasdiferentes... 


Almojanta
Quando terminou, eu estava morrendo de domo (eram 20h e eu só tinha tomado café). Fui com as meninas do grupo em um café ao lado do nosso hotel. Peguei um chocolate quente (que no hotel da gente não tem) e uma omelete (ovooooo, proteína! Kkkk), além de uma massa que estava picante, então acabei não comendo muito ela...

Clara, escrevendo sobre o dia 20 de março de 2025

quinta-feira, 20 de março de 2025

Explorando Rishikesh

Adivinhem? Hoje acordamos em um horário descente! Ou melhor, estávamos programadas para acordarmos às 07:30, mas eu acordei 05:30 (o corpo acostumou...).

A primeira atividade do dia foi fazer Yoga no hotel. A aula foi muito boa! Foi um pouco mais acelerada do que estou acostumada, exigiu bastante do corpo, mas eu gostei muito.


Tomamos café (não tinha ovo... Ainda bem que eu trouxe proteína em pó), e fomos caminhando até chegarmos às margens do rio Ganges, que fica pertinho do hotel. Água GELADA, mas vista incrível! Coloquei meus pés e minhas mãos apenas na água, mas Karen e Tati entraram completamente. Ficamos lá um bom tempo conversando, curtindo a manhã que estava linda e ensolarada!

Voltamos para o hotel, tomamos banho e fomos para o Asharam dos Beatles (hoje  Chaurasia Kutiya). Sua popularidade aconteceu quando o centro de meditação no final dos anos anos 60, início dos anos 70 recebeu os integrantes da banda inglesa que vieram a Rishikesh e se hospedaram no então asharam de Maharishi Mahesh Yogi, buscando por espiritualidade e transcedência. Esse período em que ficaram em Rishikesh foi um período extremamente produtivo para a banda, eles compuseram grandes sucessos lá, a maioria foi parar nos álbuns The White Album e Abbey Road. O lugar é imenso, com vista para o rio Ganges, e de uma tranquilidade maravilhosa! Muitas das estruturas ainda estão lá, principalmente os Meditation Caves, que foram construídos com pedras do rio. É realmente impossível passear por lá e não ficar imaginando como o espaço funcionava naquela época... Outra coisa bacana é que existem diversos painéis e desenhos pintados em várias partes do asharam. Os mais famosos estão em uma estrutura mais central, com diversas frases de músicas dos Beatles além de dois painéis imensos da banda.


Parada para almoço em un restaurante italiano chamado Green Italian, localizado em um hotel. A comida é boa, comi um lasanha zero apimentada (ufa), mas o atendimento com mesma confusão de sempre.

De lá voltamos para a margem do rio, no centro da cidade, para acompanharmos a cerimônia do fogo. Hoje teve participação de uma pessoa que não sabemos quem é, mas que fez um discurso lindo sobre felicidade, pois, segundo ela, dia 20 de março é o dia mundial da felicidade. Como ela fez o discurso mesclando inglês e hindi, deu para acompanhar. Claro que tinha muito menos pessoas do que em Varanasi, e muito menos poluição sonora, deixando a cerimônia mais agradável.


Depois fomos andando pelo centro, comi um sorvete delicioso, pegamos um tuk tuk, voltamos em direção ao hotel. No caminho, paramos para fazer compras em algumas lojas perto (os preços de Rishikesh foram os mais baratos de todas as cidades por qual passamos), e fomos para o hotel.

Mais uma curiosidade sobre a cidade: cai a energia toda hora, na cidade inteira. Mas logo depois ela é reestabelecida.

Clara, escrevendo sobre o dia 19 de março de 2025