Bom dia, queridos amigos! Vamos começar mais uma peregrinação??
Esta viagem acabou se iniciando um dia anterior ao programado... Não vou me prolongar, até porque o foco do blog é descrever o que acontece na viagem e não antes dela. Mas, para resumir, basta dizer que, na manhã anterior à viagem, fiquei sabendo por acaso que o voo tinha sido cancelado e por isso a LATAM teria transferido as passagens (da minha amiga e as minhas) do dia 18/abril para o dia 21/abril! Isso mesmo... Resultado, passei o dia inteiro tentando ver opções e a única solução foi ter que dormir uma noite em Santiago e, com isso, perder um dia do destino original (Atacama)...
Bom, vão-se os anéis e ficam os dedos... Então fomos nós para Santiago! Chegamos lá e não fazíamos ideia do que fazer, afinal, não tínhamos programado visitar a cidade! Fomos ao hotel deixar as coisas e, vendo um mapa que pegamos no aeroporto, identificamos os principais pontos turísticos. Saímos do hotel e fomos direto para uma rua chamada Augustinas, conhecida como o melhor lugar para fazer câmbio para Peso Chileno. De fato, os valores são muito bons. E NÃO pare na primeira casa de câmbio, pois há variação e as opções são muito próximas umas das outras! De lá fomos comer algo rápido e começamos nosso pequeno turismo pela cidade...
Primeiro passeamos pela rua Bandeira (era pertinho de onde estávamos). O bacana dessa rua é que ela tem umas pinturas interessantes no chão, e é exclusiva para pedestres! Também possui algumas esculturas interessantes no meio do caminho.
Depois fomos para a famosa Plaza de Armas, porém não conseguimos ver a praça em si direito. Isso porque estava tendo alguns eventos (uma palestra e uma feira de livros), o que deixavam a praça lotada. Acho que por isso me impressionaram mais os prédios ao redor. Todos imponentes e com uma arquitetura bem bacana!
Por fim, fomos até o Funicular para subir o Cerro San Cristóbal, que fica no Parque Metropolitano. Subimos até o topo (tem opções de parar no meio do caminho), que vista! O dia estava lindo, ensolarado e com pouca neblina / poluição, então dava para ver a cordilheira ao nosso redor, e a cidade imensa "lá embaixo"! Fiquei maravilhada, encantada! E acabei tendo uma bela nostalgia e lembrança... Santiago foi a primeira cidade fui, na minha primeira viagem a qual paguei com o meu próprio dinheiro, a primeira viagem para realizar um sonho meu (ver a neve). Foi uma sensação tão curiosa, diria até "engraçada"!
Ficamos lá no topo até o sol se pôr. Quando isso ocorreu, formos em direção ao Funicular e tivemos uma surpresa: estava fechado! FECHADO!!! E agora??? Perguntamos para uma ciclista qual era a opção para descer, e ela disse que era o mesmo caminho das bicicletas! Que erro... Fomos seguir a dica dela, mesmo vendo que outras pessoas estavam seguindo para o "outro lado" (que agora interpretamos ser a real opção de descida para nós, turistas), e nos demos mau... Ficamos caminhando por mais ou menos 1h40min, "no meio" das bicicletas e de alguns maratonistas. Pelo menos era descida... O lado bom foi que passamos por vistas lindas noturnas!
Estavamos tão cansadas que, quando finalmente chegamos na base da montanha, pegamos um Uber e seguimos direto para o hotel!
Uma interação curiosa: o motorista do Uber da volta era venezuelano. Ele começou a falar da realidade de lá, de como ele teve que se virar para conseguir se mudar para o Chile e de como estava a situação atual dos pais dele. E o cara é inteligente pra caramba, estava comentando conosco dos planos de investimentos dele, de como as pessoas realmente estão sofrendo para tentar se alimentar, como a inflação encontra-se uma loucura.... Enfim, mais uma troca de experiências interessantes que só se consegue em viagens (e quando você se abre para elas)!
Clara, escrevendo sobre o dia 18 de abril de 2018.
Virou costume fazer relatos das minhas viagens... Dessa vez, resolvi me "atualizar", fazendo um Blog! Inicialmente focarei em viagens internacionais. Mais pra frente adicionarei as nacionais! Espero que gostem!
quinta-feira, 19 de abril de 2018
sábado, 25 de novembro de 2017
Maravilhas do Mundo Antigo
Último dia, e fechando com chave de ouro! Não quer dizer que os outros dias não foram fantástico, muito pelo contrário. Vocês acompanharam a saga, viram como cada dia reservou uma surpresa e emoção diferente. E hoje a "peteca" não caiu!
O dia começou na região de Sacara (ou Saqqara)! Lá tem os primeiros túmulos com escritas / hieróglifos / desenhos. As pirâmides que estão aqui foram as primeiras construções feitas com Rocha no mundo, segundo o guia, algo em torno de 2300 a.C. Essas pirâmides fazem parte do complexo funerário de Djoser.
Além das pirâmides, representando os túmulos dos Faraós (vimos 3, sendo duas já sem muito formato), o interessante é que lá também possui túmulos de nobres. A diferença de um para o outro é simples: os túmulos dos Faraós possuem registros divinos, sempre tem referências a guerras e deuses. Já os dos nobres possuem registros do dia a dia, cenas do cotidiano como caça, pesca, colheita... Foram base para o estudo da "vida comum" dos egípcios! Na representação da pesca, por exemplo, vimos que usavam anzóis iguais aos atuais!!
De lá, passamos em uma fábrica / escola de Tapetes. A região é bastante conhecida por essa atividade! Acabamos comprando alguns! Depois seguimos para o almoço, em um restaurante típico. Gente... Pão pita (nosso "pão árabe") quentinho, feito na hora! Muito bom! É as tâmaras? Aff... A comida principal foi uma carne meio kibe (não gostei muito) e um frango no espeto, bem gostoso!
Na parte da tarde, o desfecho da viagem... A única das Maravilhas a do Mundo Antigo que ainda persiste/continua "de pé": A Pirâmide de Quelps, a mais alta e mais antiga das três grandes pirâmides de Gizė.
Estima-se que a Pirâmide de Quelps começou a ser construída em 2.750 a.C. e que levou 20 anos para ser concluída. Aí é que começam as teorias de que ela - e as outras - foram construídas com ajuda de E.T.s pois elas são imensas, perfeitas, tem direcionamento praticamente exato em relação aos pontos cardeais da bússola. Sem contar os materiais utilizados para suas construções: só para a Quéops, foram utilizados 8 mil toneladas de granito (que vieram de Assuã, localizada a mais de 800km de Cairo), 5,5 milhões de toneladas de calcário e 500 mil toneladas de argamassa (informações do Wikipedia). Detalhe, cada bloco pesava toneladas (10, 15, 20, até 80). Aí vem a pergunta: como eles seguiram? Lembrem-se, construíram de tal forma que as pirâmides estão em pé há praticamente 5.000 anos...
Enfim, chega de dados, vamos para a experiência. Quando chegamos lá, claro, o primeiro choque: a grandiosidade! Rapaz, somos formigas ao lado das pirâmides, mesmo da menor... As três possuem câmeras subterrâneas (túmulos de cada Faraó e outras galerias com diversas finalidades) que podem ser acessadas mediante pagamento extra, mas só entramos na menor, a Miquerinos. A justificativa é simples: o guia tinha nos avisado que, por serem as primeiras tumbas construídas, elas não tinham hieróglifos, pinturas, etc. Então, não eram tão interessantes e, quando entramos, isso foi confirmado. De qualquuer forma, acho que vale a pena pagar para entrar em uma delas, só para "constar". Mas na Quelps, é possível "subir" nos primeiros degraus!
Depois de curtir bastante as pirâmides, pegamos um camelo e fomos montadas (?) até um ponto que, para mim, é a melhor vista da Necrópole de Gizė pois é possível ver de um excelente ângulo as três grandes pirâmides (Quéops, Quéfren e Miquerinos) e as 3 pirâmides menores das rainhas! Tiramos fotos divertidíssimas, e apreciamos o local como um todo... Foi uma delícia pois, ao ser mais afastado, tinha um silêncio maravilhoso e de lá não dá para ver Cairo! Fora a experiência de andar de camelo! Super recomendo fazer isso!
Depois, de carro, fomos para outro ponto que dá para ver as 3 grandes pirâmides (ainda dentro da Necrópole), mas não é tão bacana. E, por fim, fomos ver a Esfinge. Outro local, com excelente vista, que faz vc parar para pensar e refletir sobre a grandiosidade e significado de todo o complexo! Repito, o complexo está ali há quase 5 mil anos! Foi preciso muita inteligência, dedicação, tecnologia, para a construção de tudo aquilo!
Caramba... Essa viagem foi uma reflexão sem precedentes! Tudo que sempre ouvimos falar nas aulas de história ali, ao vivo! Não tem como não parar para pensar há quanto tempo já existem civilizações, com "inteligência" e que já viviam um dia a dia equivalente aos atuais. E aí você pensa, quanto efetivamente houve evolução? Não estou falando de celulares, computadores, etc... Vimos tanta grandiosidade, e, ao mesmo tempo, tanta desigualdade e pobreza... Conhecemos pessoas que moram em cavernas, vimos a realidade da falta de água, vivemos culturas e costumes distintos (almoços, religiões, casamentos, homens vs mulheres)... Definitivamente cada dia teve um aprendizado, uma experiência que foi muito além de conhecer as Maravilhas do Mundo! Realmente, uma viagem que recomendo, desde que faça de coração e mente aberta, para aprender, internalizar e vivenciar cada dia, cada minuto!
Clara, escrevendo sobre o dia 02/novembro/2017.
O dia começou na região de Sacara (ou Saqqara)! Lá tem os primeiros túmulos com escritas / hieróglifos / desenhos. As pirâmides que estão aqui foram as primeiras construções feitas com Rocha no mundo, segundo o guia, algo em torno de 2300 a.C. Essas pirâmides fazem parte do complexo funerário de Djoser.
Além das pirâmides, representando os túmulos dos Faraós (vimos 3, sendo duas já sem muito formato), o interessante é que lá também possui túmulos de nobres. A diferença de um para o outro é simples: os túmulos dos Faraós possuem registros divinos, sempre tem referências a guerras e deuses. Já os dos nobres possuem registros do dia a dia, cenas do cotidiano como caça, pesca, colheita... Foram base para o estudo da "vida comum" dos egípcios! Na representação da pesca, por exemplo, vimos que usavam anzóis iguais aos atuais!!
De lá, passamos em uma fábrica / escola de Tapetes. A região é bastante conhecida por essa atividade! Acabamos comprando alguns! Depois seguimos para o almoço, em um restaurante típico. Gente... Pão pita (nosso "pão árabe") quentinho, feito na hora! Muito bom! É as tâmaras? Aff... A comida principal foi uma carne meio kibe (não gostei muito) e um frango no espeto, bem gostoso!
Na parte da tarde, o desfecho da viagem... A única das Maravilhas a do Mundo Antigo que ainda persiste/continua "de pé": A Pirâmide de Quelps, a mais alta e mais antiga das três grandes pirâmides de Gizė.
Estima-se que a Pirâmide de Quelps começou a ser construída em 2.750 a.C. e que levou 20 anos para ser concluída. Aí é que começam as teorias de que ela - e as outras - foram construídas com ajuda de E.T.s pois elas são imensas, perfeitas, tem direcionamento praticamente exato em relação aos pontos cardeais da bússola. Sem contar os materiais utilizados para suas construções: só para a Quéops, foram utilizados 8 mil toneladas de granito (que vieram de Assuã, localizada a mais de 800km de Cairo), 5,5 milhões de toneladas de calcário e 500 mil toneladas de argamassa (informações do Wikipedia). Detalhe, cada bloco pesava toneladas (10, 15, 20, até 80). Aí vem a pergunta: como eles seguiram? Lembrem-se, construíram de tal forma que as pirâmides estão em pé há praticamente 5.000 anos...
Enfim, chega de dados, vamos para a experiência. Quando chegamos lá, claro, o primeiro choque: a grandiosidade! Rapaz, somos formigas ao lado das pirâmides, mesmo da menor... As três possuem câmeras subterrâneas (túmulos de cada Faraó e outras galerias com diversas finalidades) que podem ser acessadas mediante pagamento extra, mas só entramos na menor, a Miquerinos. A justificativa é simples: o guia tinha nos avisado que, por serem as primeiras tumbas construídas, elas não tinham hieróglifos, pinturas, etc. Então, não eram tão interessantes e, quando entramos, isso foi confirmado. De qualquuer forma, acho que vale a pena pagar para entrar em uma delas, só para "constar". Mas na Quelps, é possível "subir" nos primeiros degraus!
Depois de curtir bastante as pirâmides, pegamos um camelo e fomos montadas (?) até um ponto que, para mim, é a melhor vista da Necrópole de Gizė pois é possível ver de um excelente ângulo as três grandes pirâmides (Quéops, Quéfren e Miquerinos) e as 3 pirâmides menores das rainhas! Tiramos fotos divertidíssimas, e apreciamos o local como um todo... Foi uma delícia pois, ao ser mais afastado, tinha um silêncio maravilhoso e de lá não dá para ver Cairo! Fora a experiência de andar de camelo! Super recomendo fazer isso!
Depois, de carro, fomos para outro ponto que dá para ver as 3 grandes pirâmides (ainda dentro da Necrópole), mas não é tão bacana. E, por fim, fomos ver a Esfinge. Outro local, com excelente vista, que faz vc parar para pensar e refletir sobre a grandiosidade e significado de todo o complexo! Repito, o complexo está ali há quase 5 mil anos! Foi preciso muita inteligência, dedicação, tecnologia, para a construção de tudo aquilo!
Caramba... Essa viagem foi uma reflexão sem precedentes! Tudo que sempre ouvimos falar nas aulas de história ali, ao vivo! Não tem como não parar para pensar há quanto tempo já existem civilizações, com "inteligência" e que já viviam um dia a dia equivalente aos atuais. E aí você pensa, quanto efetivamente houve evolução? Não estou falando de celulares, computadores, etc... Vimos tanta grandiosidade, e, ao mesmo tempo, tanta desigualdade e pobreza... Conhecemos pessoas que moram em cavernas, vimos a realidade da falta de água, vivemos culturas e costumes distintos (almoços, religiões, casamentos, homens vs mulheres)... Definitivamente cada dia teve um aprendizado, uma experiência que foi muito além de conhecer as Maravilhas do Mundo! Realmente, uma viagem que recomendo, desde que faça de coração e mente aberta, para aprender, internalizar e vivenciar cada dia, cada minuto!
Clara, escrevendo sobre o dia 02/novembro/2017.
domingo, 5 de novembro de 2017
Cairo: dia de visitar museus
Pela manhã pegamos um avião e fomos para Cairo, a última cidade que visitaremos no Egito. De cima o primeiro choque: a cidade coberta por uma névoa! Quando perguntamos ao guia, ele disse que era poluição e um pouco de areia. Como quase nunca chove, a névoa fica sob a cidade...
O dia foi corrido: muita coisa para visitar em pouquíssimo tempo! Começamos com o Museu Egípcio. Vale muito a pena ir, especialmente se tiver um guia te companhando para explicar as coisas. Tanta coisa interessante, como os registros do primeiro dentista - e suas obras e livros - datados de 2.700 a.C.
Duas coisas me impressonaram absurdamente. Uma, claro, foi a sala das múmias. Depois de ouvir as histórias dos faraós, é curioso - e deu arrepio - ver alguns deles como múmias, ali "expostos"...
O outro foi a parte que estão expostas as coisas, o "legado", de Tutankhamun. E aqui vale uma explicação: porqus ele é um Faraó tão famoso se ele morreu cedo (19 anos, em 1300 a.C.), não fez nenhuma guerra, era todo doente, não foi importante para a história do Egito e foi bem "pobrinho" quando comparado aos demais? Então, "lá" atrás, há mais de 3000 anos, os egípcios antigos "descobriram" onde ficava o Vale dos Reis e começaram a saquear os túmulos dos Faraós. Como ninguém nunca deu importância para "Tuta" , não se importaram ao fato de não terem encontrado o túmulo dele. Já nos tempos "modernos", em 1922, a equipe de um escavador/arqueólogo por um TOTAL acaso encontrou a tumba dele. Daí veio a fama: foi a única tumba, até hoje, descoberta com os artefatos e riquezas originais junto ao sarcófago, e tudo encontra-se no museu!
Duas coisas que me chocaram bastante: 1o, se com ele, "pobrinho", foi encontrado toda essa riqueza, imaginem o que existia nas tumbas dos grandes Faraós? 2o, tirando a evolução de tecnologias de itens eletro-eletrônicos, nós somos uma imitação plena dos egípcios de 1300 a.C. Jogos (isso mesmo, xadrez e damas), cadeiras, camas, dobradiças de camas, chinelos, mesas de centro, colares e brincos que eu usaria nos dias de hoje normalmente... Uma loucura, sério!
No caminho entre o museu e a Citadel, paramos em uma "biboca" no meio da rua, bem típica, para comer um sanduíche. Não sei se era a fome, mas o sanduíche estava bom...
Chegamos na Citadel of Salah Al-Din. Era uma pequena cidade militar, que ficava fora da cidade "principal", no alto, para proteger dos invasores, especialmente na época das Cruzadas Cristãs. Antigamente era toda murada, hoje tem uma Mesquita grande e restos de um castelo onde, no passado, o governador (não mais Faraó) morava. Nessa hora, uns adolescentes pediram novamente para tirar foto conosco. Depois do segundo, começou a aglomerar, aí o guia deu um "chega pra lá" mas, depois de vir tanta gente, ele resolveu mudar de lugar para continuar com a explicação...
Seguimos para o Bairro Coptic, localizado no velho Cairo. Foi conhecido por ter sido uma fortaleza / resistência do cristianismo no Egito. Não entendi muito bem o porquê, mas é um bairro mais rebaixado e murado. Hoje está bem abandonado, mas possui duas igrejas bastante interessantes. Onde atualmente está a igreja dos Santos Sérgio e Baco (Abu Sergis), antes era uma caverna na qual existem resquícios atestando que a Família Sagrada se escondeu por 3 meses. Aqui, aprendí porque o corredor central da igreja se chama nave: antigamente, o teto dessa parte era de madeira e representava um navio invertido, para as pessoas entrarem na barca da salvação, de Noé. A segunda é a Igreja Suspensa, datada do século III ou IV, ela é conhecida por esse nome por ter sido construída por cima de outras construções. Aqui é onde estão os restos mortais de São Cosme e Damião, entre outros Santos, que lutaram na resistência do cristianismo no Egito. No bairro também tem a Fortaleza de Babilônia, construída para controlar o comércio/tráfego no Nilo na região.
De lá fomos pra o hotel, cansadas, nos preparar para o último dia!
Clara, escrevendo sobre o dia 01/novembro/2017.
O dia foi corrido: muita coisa para visitar em pouquíssimo tempo! Começamos com o Museu Egípcio. Vale muito a pena ir, especialmente se tiver um guia te companhando para explicar as coisas. Tanta coisa interessante, como os registros do primeiro dentista - e suas obras e livros - datados de 2.700 a.C.
Duas coisas me impressonaram absurdamente. Uma, claro, foi a sala das múmias. Depois de ouvir as histórias dos faraós, é curioso - e deu arrepio - ver alguns deles como múmias, ali "expostos"...
O outro foi a parte que estão expostas as coisas, o "legado", de Tutankhamun. E aqui vale uma explicação: porqus ele é um Faraó tão famoso se ele morreu cedo (19 anos, em 1300 a.C.), não fez nenhuma guerra, era todo doente, não foi importante para a história do Egito e foi bem "pobrinho" quando comparado aos demais? Então, "lá" atrás, há mais de 3000 anos, os egípcios antigos "descobriram" onde ficava o Vale dos Reis e começaram a saquear os túmulos dos Faraós. Como ninguém nunca deu importância para "Tuta" , não se importaram ao fato de não terem encontrado o túmulo dele. Já nos tempos "modernos", em 1922, a equipe de um escavador/arqueólogo por um TOTAL acaso encontrou a tumba dele. Daí veio a fama: foi a única tumba, até hoje, descoberta com os artefatos e riquezas originais junto ao sarcófago, e tudo encontra-se no museu!
Duas coisas que me chocaram bastante: 1o, se com ele, "pobrinho", foi encontrado toda essa riqueza, imaginem o que existia nas tumbas dos grandes Faraós? 2o, tirando a evolução de tecnologias de itens eletro-eletrônicos, nós somos uma imitação plena dos egípcios de 1300 a.C. Jogos (isso mesmo, xadrez e damas), cadeiras, camas, dobradiças de camas, chinelos, mesas de centro, colares e brincos que eu usaria nos dias de hoje normalmente... Uma loucura, sério!
No caminho entre o museu e a Citadel, paramos em uma "biboca" no meio da rua, bem típica, para comer um sanduíche. Não sei se era a fome, mas o sanduíche estava bom...
Chegamos na Citadel of Salah Al-Din. Era uma pequena cidade militar, que ficava fora da cidade "principal", no alto, para proteger dos invasores, especialmente na época das Cruzadas Cristãs. Antigamente era toda murada, hoje tem uma Mesquita grande e restos de um castelo onde, no passado, o governador (não mais Faraó) morava. Nessa hora, uns adolescentes pediram novamente para tirar foto conosco. Depois do segundo, começou a aglomerar, aí o guia deu um "chega pra lá" mas, depois de vir tanta gente, ele resolveu mudar de lugar para continuar com a explicação...
Seguimos para o Bairro Coptic, localizado no velho Cairo. Foi conhecido por ter sido uma fortaleza / resistência do cristianismo no Egito. Não entendi muito bem o porquê, mas é um bairro mais rebaixado e murado. Hoje está bem abandonado, mas possui duas igrejas bastante interessantes. Onde atualmente está a igreja dos Santos Sérgio e Baco (Abu Sergis), antes era uma caverna na qual existem resquícios atestando que a Família Sagrada se escondeu por 3 meses. Aqui, aprendí porque o corredor central da igreja se chama nave: antigamente, o teto dessa parte era de madeira e representava um navio invertido, para as pessoas entrarem na barca da salvação, de Noé. A segunda é a Igreja Suspensa, datada do século III ou IV, ela é conhecida por esse nome por ter sido construída por cima de outras construções. Aqui é onde estão os restos mortais de São Cosme e Damião, entre outros Santos, que lutaram na resistência do cristianismo no Egito. No bairro também tem a Fortaleza de Babilônia, construída para controlar o comércio/tráfego no Nilo na região.
De lá fomos pra o hotel, cansadas, nos preparar para o último dia!
Clara, escrevendo sobre o dia 01/novembro/2017.
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