terça-feira, 24 de abril de 2018

Segundo dia da maratona

Primeira vez que o dia começou mais tarde, saímos do "hotel" às 9:30 para continuar o tour. 

Assim como no dia anterior, vou pontuar os lugares que fomos passando:

• Região de Pedras vulcânicas (não sei o nome): tem pedras com diversos formatos. Vimos a taça da copa do mundo, um camelo, "vale das pedras", coração partido. É divertido! 
• Lago Negro: mais uma linda paisagem. Um lago negro escondido no meio das rochas. Tem que caminhar um pouco, mas vale muito a pena!!! 

• Cañon de Anaconda: canion imenso formado por um rio bem fino, por isso o chamam de Anaconda.
• Vimos no caminho 3 pequenos "tufões / furacões" levantando areia. Tentamos tirar foto, mas não deu certo... 
• Paramos para almoçar em Villa Alota. O curioso: fui com uma das suíças ver a igrejinha da vila. Chegando lá, tinham 3 garotas brincando na praça. Uma veio correndo em nossa direção e começou a puxar conversa. No final, ela pediu dinheiro... 

• Cañon de Sora: este canion parece mais um vale. O rio também é fino mas  as montanhas são mais afastadas umas das outras, deixando o visual diferente. 
• Última parada em uma vila pequena chamada Julaca. Nada de mais... O objetivo, teoricamente, é beber cerveja artesanal vendida em um vendinha. Na prática, o pessoal ficou passeando pelo local. 

Chegamos no hotel e tive uma boa surpresa. Sim, é bem simples, mas tem estrutura. O banho também é pago, mas é tudo bem organizado. Duas curiosidades bacanas: foi um "hotel de sal" e fica bem na frente do salar!! 

Clara, escrevendo sobre o dia 23 de abril. 

Início da maratona Uyuni

Hoje começou nosso passeio pelo / para o salar do Uyuni. Serão 3 dias / 2 noites com um mesmo grupo de pessoas. Estamos em 6 pessoas: Nilda e eu, 2 garotas que moram na Suíça sendo uma cubana e a outra angolana, e 2 que moram na Alemanha sendo um grego e a outra inglesa.

A primeira "parada" foi nas aduanas. A do Chile foi rápida, mas a da Bolívia... Além de ter demorado, estava MUITO frio. Tanto que até a galera da Suíça e da Alemanha se agasalharam, colocando, inclusive, meias nas mãos!

Ao entrarmos no Parque Eduardo Avaroa, começamos a fazer diversas visitas. Vai ser mais fácil pontuar cada uma delas.
• Laguna Branca: Onde tivemos a primeira vista fantástica. Ela tem essa cor por causa do mineral Borax, usado em detergentes. Que lugar maravilhoso! Uma vista sensacional, com as montanhas refletidas na lagoa... E o silêncio... Uau!
• Laguna Verde: por causa do bronze e do cobre, a lagoa fica verde quando tem vento. Hoje não foi o caso, então foi uma vista "ok", ainda mais depois da anterior.

• Deserto Dali: rochas vulcânicas no meio do deserto, rodeado por cordilheiras. É bonito, mas "apenas", isso.
• Águas Termales: foi uma experiência equivalente ao Geyser del Tatio, a piscina bem pequena e lotada. Nem o pessoal do carro quis ir. Mas a vista é linda! Foi lá que almoçamos. Ah, todas as refeições estão incluídas no passeio.
• Geyser Sol de Mañana: fica a 4.890 metros acima do mar, o lugar mais alto do passeio. O vulcão onde a região fica não é ativo. É praticamente só fumaça e, para piorar, o cheiro de enxofre é muito forte. Eu sei que nunca é bom fazer comparações, mas isso não é um Geyser...

• La Laguna Colorada: como o nome diz, é uma lagoa colorida. Ela tem 16 km2 e possui diversas cores por ter vários microorganismos, o que atrai os flamingos. O lugar é muito lindo, vista maravilhosa, e realmente tem MUITO flamingos. Agora, é frio, pois venta demais, e a latitude continua alta!

No final da tarde chegamos ao hotel, que parece alojamento, onde passamos a noite. Basicamente é na casa de alguém, no povoado de Villamar, que disponibiliza um quarto para todo o grupo. Atenção: um único quarto para as 6 pessoas. É bem simples, MUITO simples. Não tem papel higiênico (mas o pessoal da agência avisa que deve-se levar um), para tomar banho tem que pagar e as camas são bem básicas. O grupo todo tinha levado saco de dormir, e o colocou em cima de suas respectivas camas. Como minha amiga e eu não levamos, pegamos as colchas das camas das suíças e reforçamos as nossas.

Com essa experiência, seguem dicas muito importantes:
• É bom levar o saco de dormir. Eu não senti frio com as colchas, mas sei lá se as roupas de camas foram lavadas... A casa era MUITO simples.
• Além do papel higiênico, levem lenço umedecido. É muito mais prático... Levem dois, pois acaba-se emprestando pro grupo.
• Cuidado com a altitude. Duas pessoas passaram mal, sendo que uma delas foi para o posto médico e teve que tomar remédio e oxigênio. Eu mesma, a noite, tive um pouco de dificuldade de respirar, acho que um misto de nariz entupido e falta de oxigênio. A grande dica é comprar Sorojchi Pills, um remédio que ajuda no mal d altitude. A própria médica do posto recomendou.
• Esqueçam internet, sinal de telefone... Esqueçam contato! Tinha apenas uma tomada, e ficamos dividindo-a.

Clara, escrevendo sobre o dia 22 de abril.

domingo, 22 de abril de 2018

Último dia em Atacama

O passeio do dia foi Geyser Del Tatio e às 05:30 da manhã a van veio nos buscar. Isso porque, para ter a experiência completa, é importante chegar lá quando o sol estiver nascendo!

Primeiro umas informações técnicas:
• O lugar fica a mais ou menos 4.300 metros acima do nível do mar. Então, para eu não ter o "mal de atitude", tomei um comprimido / remédio que indicaram antes de sair do hotel.
• A região fica localizada no topo de um vulcão ativo, que não possui lava. A região tem diversas fumarolas (buracos de onde saem apenas gases químicos tipo enxofre), lagoa quente e Geyser (buracos de onde saem água quente e vapor de água). Tudo em um mesmo terreno e em uma quantidade muito grande.
• Quando chegamos lá, estava 6 graus Celsius NEGATIVO. Virei pingui! O guia comentou que lá pode chegar a até 15 graus negativo!
• Oficialmente o maior Geyser chega a 3 metros de altura e a média da temperatura da água é de 84 graus Celsius.
• 8 pessoas já morreram lá, pois não respeitaram os limites e se queimaram.

Sobre o passeio, recomendo muito! Ok, estava muito frio, eu não trouxe roupa para temperaturas negativas. Mas, ainda assim, fiquei lá tentando curtir o lugar. A questão da altitude realmente é crítica. Logo no início eu senti minha cabeça pesar um pouco, fiquei um pouco tonta, mas foi rápido. Começamos a conversar com um casal de brasileiros e isso acabou distraindo. Voltando pro frio, a fumacinha (saindo pela boca) estava lá! Sim, fiquei brincando feito uma criança, tentando inclusive tirar foto disso, pois estava muito forte! Ah, o passeio teve café da manhã que incluiu até ovos mexidos!

Em relação ao Geyser... Eu esperava que a água jorrasse mais alto. Não vi os 3 metros que o guia falou (ninguém viu). Sai mais fumaça do que água. Então, isso especificamente, não é "essa coisa toda". Mas definitivamente vale pelo passeio e pelo visual!

Depois fomos para o hot springs, o lago de água quente. Não caí, não só pelo frio que fazia do lado de fora, mas também porque o lago era pequeno, estava na sombra, só podia ficar 15min e estava lotado. Ok, podem até dizer que é um bando de desculpas, mas realmente pensei nisso tudo.

O terceiro ponto que visitamos foi um local fora dessa região que possui Geyser na lama. Que coisa bacana, diferente!! Também não jorra a água alto, mas é constante e totalmente diferente. Lindo demais! Parece fonte de chocolate! E, pra variar, a paisagem ao redor é sensacional! Aqui eu senti um pouco a altitude quando tivemos que subir um morro. Tive que ir devagar e até parei um pouco pra pegar fôlego. O curioso é que só tínha o nosso grupo lá! Os guias falaram que não é todo mundo que conhece o lugar e por isso não está incluso no passeio "normal".

A parada seguinte foi em Vado Puntana. Outra bela paisagem que possui um lago raso rodeado de montanhas e vulcões e cheia de patos e outras aves. A água do lago vem do desgelo do topo so vulcão Puntana.

A última visita foi ao povoado e Machuca. Lá moram apenas 6 pessoas, e todas de uma mesma família. Pessoalmente, não vi a nada de mais no local...

Quando chegamos de volta a San Pedro de Atacama, nós demos uma volta na cidade, fomos ao hotel para arrumar as mochilas e descansamos um pouco. À noite, voltamos para o centro da cidade para irmos a um barzinho chamado Mal de Puna. Lá encontramos uma australiana, que tínhamos conhecido em um dos passeios, e conhecemos um inglês e uma portuguesa (ficamos todos no mesma mesa). Foi divertidíssimo!

Mais algumas reflexões da viagem... Conhecemos pessoas da Rússia, Inglaterra, Austrália, Portugal, além de chilenos e brasileiros. Nos chamou a atenção como quase todos que conhecemos não sul americanos estavam aprendendo ou tentando se comunicar em espanhol. Perguntam como pronunciar as palavras e tentavam interagir... E varios deles com histórias de vida tão curiosas, que algumas nos fez refletir sobre muita coisa... Enfim, mais um exemplo de como é importante vc se abrir para coisas novas...

Clara, escrevendo sobre o dia 21 de abril de 2018.