segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Golden Circle

Tiramos a manhã para conhecer a capital! Primeiro fomos até a prefeitura de Reykjavik (Radhus). Como ela ainda estava fechada, não deu para ver o mapa em 3D que ela possui de toda a Islândia. Então só demos uma volta do local, que é uma graça! De lá passamos pela frente da Harpa (um prédio lindo, no qual funciona um centro multicultural) e fomos ver de perto a escultura de aço que representa um barco Viking (Sun Voyager / Sólfar Suncraft). Um dos símbolos da cidade, representa os barcos vikings que chegaram na baia de Reykjavik (que significa “baia fumegante”). A escultura é perfeitamente direcionada a posição do pôr do sol no dia do Solstício de verão.
Continuamos nosso tour pela cidade indo para os dois pontos recomendados para se ter uma vista bacana da capital. O primeiro foi Hallgrímskirkja (Igreja Hallgríms) a maior e mais alta igreja da Islândia, é sem dúvida o símbolo mais fotografado de Reykjavík, podendo ser vista de qualquer ponto da capital. Pagamos uma pequena taxa para subir a torre de elevador – a vista da cidade é bem bonita, vale a pena. O segundo foi a Pérola (Perlan): cúpula futurista de vidro, construída em 1991, fica no alto de cinco tanques cilíndricos enormes que armazenam 24 mil toneladas da água aquecida pelo poder geotérmico. No quarto andar tem um deque de observação grátis com uma vista 360º sobre a cidade.
Depois nos despedimos da capital e começamos nossa peregrinação pela Islândia. Iniciamos pela Cratera Kerið. Cratera pequena, mas de com um lindo formato redondo, formada há 6.500 anos pela queda de uma câmara de magma no final de uma erupção vulcânica. É cobrado uma pequena taxa para ter acesso, mas vale bastante a pena visitar. O tom do “lago” formado na cratera é um verde maravilhoso! Ficamos lá pelo menos uns 45 minutos dando a volta ao redor do lago e depois descendo até ele (agua gelada!!!).
A segunda parada foi na cachoeira Gullfoss. Não vou aqui comparar com outras maravilhosas que já vi como Niagara ou Foz do Iguaçu, mas nem por isso Gullfoss deixa de ser linda e impactante, afinal, é uma das maiores da Europa. Lá tem trilhas para você visita-la tanto por cima quanto por baixo. Está última apenas Dan foi, pois estava molhando muito e eu fiquei com receio de voltar a ficar gripada...
Terceira parada, acredito que um dos pontos turísticos mais clássicos (se não o mais) da Islândia: a região dos Gêiseres. A região geotermal é fascinante, cheia de fontes quentes, fendas cheias de fumaça saindo, lama colorida em várias cores minerais, piscinas naturais cor de turquesa incrustadas com sílica, e um gêiser que ainda “funciona” regularmente. O Geysir “original” parou de “cuspir água”, porém Strokkur (A Batedeira) “espirra” muita água a cada 5/10 minutos, mais ou menos. Cada erupção varia em tamanho, então vale a pena esperar para ver algumas vezes. Enquanto estávamos no local, ele jorrou água umas 6 vezes! Para quem não sabe, um geyser é um jato de água que sai furiosamente da terra depois de um lençol freático entrar em contato com rochas quentes ou lava vulcânica. A água vai aquecendo gradualmente e, quando atinge determinada pressão, acaba por subir. Ver um geyser atualmente é uma coisa consideravelmente rara, já que só existem mil deles no mundo todo.
Por fim, concluímos o tour de hoje no Thingvellir National Park, local do primeiro parlamento do mundo. Trata-se de um vale em uma fenda cercado por penhascos a leste e oeste, fica bem em cima da divisa das placas tectônicas. Mesmo chegando quando o sol já estava se pondo, ainda foi possível passearmos um pouco por lá. Muito bonito, com uma vista completamente diferente do que estamos acostumados.
Comentários gerais sobre a Islândia: pelo menos neste primeiro dia, tudo estava muito bem sinalizado. Mesmo que você não tenha um GPS ou mapa, sabendo pelo menos em qual estrada encontra-se a atração que você quer visitar, você conseguirá chegar. As estradas também estão perfeitas. Ok, não arriscamos passar por nenhuma estrada secundária, muito menos as “de rally” (todas que começam com um “F” antes da numeração). Mas ainda assim, bem tranquilas e seguras de serem percorridas.
Dormimos na cidade de Borgarnes, para amanhã darmos continuidade à maratona!
 
PS: total de quilômetros rodado: 283. 
 
Clara, escrevendo sobre o dia 18 de outubro de 2015.

Início da segunda etapa - Islândia

Acordamos cedo pois o voo para a Islândia saía do aeroporto de Gatwick às 12:30h. Pegamos o mesmo Expresso da vinda, que chega no aeroporto em mais ou menos 25minutos.
Antes de continuar, tem uma dica muito importante. Em todos os blogs e sites que pesquisei, falavam que era melhor comprar a moeda Islandesa no aeroporto de Londres – ou outro país de onde você esteja saindo do continente em direção à ilha. NÃO FAÇA ISSO! Antes de irmos para o aeroporto, vimos no Banco central (Brasil) qual era a cotação do Krona (Coroa Islandesa): 1 Euro = (+/-) 140 Krona. Quando fomos para o aeroporto de Londres, 1 Libra (que vale mais que o Euro) estava 144,70 Krona! Resolvemos arriscar comprar no aeroporto da Islândia, e foi ótimo! 1 Euro = 137,10 Krona; 1 Libra = 186,54 Krona! Com isso, pela nossa experiência, sugiro comprar uma moeda forte (Euro ou Libra) e fazer o câmbio no próprio aeroporto da Islândia!
 

O voo foi tranquilo. Apesar do avião pequeno, era confortável. Chegando na terra do gelo e do fogo, duas imagens marcaram: como estava nublado (e permaneceu assim o dia inteiro) e como praticamente não existem árvores no país!
Pegamos o carro alugado e seguimos para os dois pontos turísticos que visitamos antes de ir para a capital. Aqui, gostaria de fazer uma recomendação: se você não tiver a intenção de ficar apenas na capital, depois de toda a pesquisa que fiz posso afirmar que recomendo alugar um carro, principalmente se você for em uma época em que ainda não esteja nevando, e as estradas estejam “limpas”. Tudo que eu li comenta que os passeios e/ou taxis acabam deixando a viagem mais cara. Porém, se o objetivo é permanecer em uma única cidade (o que eu acho um desperdício), então não precisa alugar o carro.
Não sei se todos sabem, mas a ilha fica em cima de duas placas tectônicas: a da euroasia, e a da américa. Esse é, inclusive, um dos motivos pelo qual a Islândia possui tantos vulcões e terremotos. Sabendo disso, nossa primeira visita foi à Ponte dos dois continentes (ou Bridge America – Europa). Apesar de ter apenas 15 metros, a ponte para pedestres é a única oportunidade para passar da Europa para a América caminhando, sobre a maior fissura entre as placas tectônicas que ligam os dois continentes. O curioso é que fica bem visível as duas placas, separadas por um pequeno vale. Agora, verdade seja dita: o vento e o frio estavam tão fortes que nós aproveitamos, mas não tanto... teve uma hora que o vento só fez jogar “areia preta” (antigas lavas, diga-se de passagem) em nossos rostos... Mas foi divertido!
A segunda parada foi na região geotermal de Gunnuhver. De longe já víamos uma fumaça saindo “da terra”. Chegando lá, parecia mais uma aula de geografia: do chão brotavam água e vapor, além do cheiro forte de enxofre. Por todo o caminho tinham diversos avisos sobre a alta temperatura da região, que não deveríamos chegar muito próximo ou mesmo pisar no local. Bem interessante!
De lá, fomos para a capital. Já chegamos tarde, então não foi possível pegar as lojas abertas. Então só jantamos em um bar próximo.
Perspectiva ruim: pelo que conversamos com algumas pessoas, e previsão do tempo, não teremos chances de ver a aurora boreal... O tempo está muito fechado, e sem expectativa de melhora... Até disseram que na semana passada teve, mas que para esta semana estaria difícil... Vamos ver!
Clara, escrevendo sobre o dia 17 de outubro de 2015

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Saindo um pouco de Londres

Hoje nós visitamos dois lugares/cidades fora de Londres. Compramos no Brasil o passeio, para não ter problemas. Pelo que pudemos comparar com os preços que estavam sendo cobrados por aqui pelo mesmo passeio, foi um ótimo negócio comprarmos com antecedência, mesmo contando com o IOF!
A primeira parada foi em Stonehenge! Isso mesmo, como diz Dan, “um dos papeis de parede do Windows XP”.
 
Eu já sabia que o lugar é “apenas” um “monte de pedras em uma área não muito grande”, então eu não fui com grande expectativa, o que foi bom! Apesar do frio (o lugar mais frio que pegamos na viagem até agora), ficamos impressionados! Mesmo com a ventania, passamos mais de uma hora lá ouvindo e lendo as explicações, apreciando a vista e tirando nossas próprias conclusões! Sim, continua um mistério saber exatamente quem fez, qual era o objetivo/intenção... Sabe-se algumas coisas, como o fato das pedras terem sido trazidas de lugares muito longe (o mais perto foi +/- 30km, e o mais longe 240km), e que foram construídos há milhares de anos atrás (se eu não me engano algo em torno de 2.300 anos antes de Cristo).
 
Existem teorias que afirmam que o lugar era um centro de cura, outros que era um local sagrado para homenagear deuses, ou mesmo um cemitério. Eu tenho para mim que é muito mais que isso. Como o pessoal daquela época transportariam pedras que pesam mais que 20 toneladas por uma distância tão grande? Sei lá...
 
Voltando para o local, é impressionante! Lá aprendi que não são apenas as pedras, tem outros vestígios de outros pilares que deveriam existir próximo, montes distribuídos pelo local com restos mortais, ou mesmo “marcações” no terreno (não sei qual seria a melhor forma de descrever) que do alto leva a crer que são outros círculos e mostra o caminho de uma “entrada principal”. Enfim, recomendo muito a visita (vá agasalhado)!
 
A segunda etapa do dia foi a cidade de Bath. Confesso que até iniciar as pesquisas desta viagem eu nunca tinha ouvido falar dela, então minha expectativa estava bem baixa.
A cidade possui 3 fontes de águas termais, mas não é só isso. A principal atração da cidade São os Banhos Romanos. Isso mesmo, lá atrás os romanos descobriram essas fontes terminais e construíram todo um complexo em torno da principal fonte. Esse “complexo”, datado de 43 d.C., era imenso e tinha um Templo de adoração à Minerva, áreas de cura e de banho, e pátios que interligavam os locais. O que deixa essa “atração” ainda mais fantástica é que eles construíram o museu utilizando a estrutura original, tentando reconstruir as estruturas com base no que foi encontrado... É fantástico! Como se não bastasse, a cidade é uma graça! Linda mesmo! Um lugar que valeria a pena passar uma noite!
 
De noite foi dia de arrumar as malas, pois amanhã iremos para a segunda etapa da viagem!
Clara, escrevendo sobre o dia 16 de outubro de 2015.