segunda-feira, 30 de abril de 2018

Vale sagrado - Incas

Realmente faz diferença ler sobre o lugar, conhecer sua história, antes de visitá-lo. No ano passado não senti tanto isso porque o guia ou falava português, ou era praticamente exclusivo, mas nesta viagem... Todos os guias que pegamos até hoje falam espanhol rápido, então muita coisa eu acabei não entendendo...

Mas vamos lá. Hoje foi dia de passear pelo Vale Sagrado dos Incas. Juntando as informações que consegui pescar do passeio com o Wikipedia, o Vale Sagrado fica localizado nos Andes Peruanos e é composto por diversos rios que descem por pequenos vales. A região possui numerosos monumentos arqueológico e povoados indígenas, e possui em torno de 8 "caminhos Incas" que podem ser percorridos.

Agora vamos às paradas que tivemos neste passeio:
• Awana Kancha: é como se fosse um sítio de llamas, alpacas, etc. Lá, foi possível darmos comida aos animais e tirarmos fotos. No local também há uma explicação sobre a produção dos tecidos feitos com base nas fibras desses animais, assim como sobre seu tingimento.
• Mirante: um dos mirantes com uma das vistas do Vale Sagrado.
• Parque Arqueológico de Pisaq: cidade onde começou o escambo na região. O passeio só nos levou ao artesanato, mas depois vi que a cidade possui ruínas incas para serem visitadas. Ficamos 1 hora passeando pela feira de artesanato. Importante: pesquisem o preço e negociem, nada de aceitar o 1o valor.
• Almoço em um hotel super fofo no meio do Vale. Não adianta, não lembro o nome do hotel e nem sei onde procurar, mas é uma graça e a comida era boa!!

• Ollantaytambo: cidade Inca "fundada" por um guerreiro chamado Ollantay. O local é rodeado por 3 vales, e possui resquícios de construções pré Inca. Alguns aprendizados sobre a cultura Inca e especificamente sobre esta ruína que visitei:
- Os Incas aproveitavam as construções e os aprendizados das culturas anteriores.
-  Lembram como aprendemos na escola que os Incas construíam "degraus" nas montanhas para aproveitar com a agricultura e evitar desmoronamentos? Sim, estão aqui e a técnica continua sendo utilizada em algumas regiões.
-  Todas as construções Incas possuem paredes inclinadas para ter maior resistência a abalos sísmicos, assim como o fato das pedras se encaixarem perfeitamente entre si, tendo mais de quatro lados e tendo ganchos internos como se fossem quebra-cabeça.
-  A ruína visitada não teve sua construção concluída. Ela possui tanto o lado agrícola (com os degraus), quanto religioso (possuí templo) e astrônomo (com observatório solar).

A noite saímos para comer um crepe! Que lugar maravilhoso! TUDO o que comemos era bom, o lugar muito agradável, e o atendimento impecável! O nome é La Bo'm, fica na mesma rua do Pachapapa, que fomos no dia anterior!

Clara, escrevendo sobre o dia 26 de abril.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Cusco

Logo cedo pegamos um voo de La Paz para Cusco. As únicas coisas que deram pra ver de La Paz é que o trânsito é um caos e que, ao invés de ônibus, o principal meio de transporte é Van / Topic...

Ao chegarmos em Cusco, deixamos as coisas no hotel e seguimos para o centro para trocarmos o dinheiro. Seguimos pela avenida El Sol em direção à Praça das Armas. Encontramos basicamente 4 valores de câmbio (na ordem do menos para o mais vantajoso, na visão de quem compra a moeda local): o dos bancos, o das casas de câmbio próximas à Praça, o das casas de câmbio mais afastadas da Praça (que também vendem outras coisas) e o dos "ambulantes" nas ruas. Nós compramos com os penúltimos.

Seguimos para a Praça e almoçamos em um dos restaurantes que ficam no 2o piso dos "prédios" ao redor da praça, com vista para a mesma. Foi uma ótima escolha pois, além da bela vista, pegamos um "prato executivo" bom e barato!

Devidamente "alimentadas", fomos explorar a cidade. Uma curiosidade, Cusco é alto (3.400m acima do mar), mas a região de Uyuni e parte do Atacama é ainda mais alto. Acho que por isso não sentimos o famoso "mau da altura" aqui! Primeiro, claro, ficamos na praça, linda, espaçosa, com a Catedral Del Cusco super imponente em um dos lados, e a Igreja Companhia de Jesus, menor mas não menos bonita, em outra lateral. Pensem em uma praça agradável de se ficar? Aliás, Cusco é uma cidade encantadora!! Você pode se perder pelo centro que estará bem! Casinhas e lojas acolhedoras, ruas pequenas... Aí vem uma dica importante: procure ficar no centro! Faz diferença! Nós ficamos em um hotel legal, mas que ficava há 10 / 15min do centro, o que às vezes dava preguiça de sair...

Voltando à nosso passeio, passei pela rua onde tem a "pedra de 12 lados". Lembram que no Egito comentei sobre as pedras utilizadas em construções possuem diversos lados (não apenas os 4 "padrões") para dar maior estabilidade e que o único outro local que foi vista essa "tecnologia" tinha sido justamente no Peru, com os Incas? Então, queria ver "ao vivo"!
Passamos por algumas feiras de artesanato, fomos no museu do chocolate e do café (ambos interessantes, mas o 1o se destaca por você poder provar diversos chocolates, licores, etc.) e paramos em uma sorveteria deliciosa. Sim, sorveteria. Não estava tão frio... Ela nos lembrou a San Paolo, pois faz a mistura na hora, mas com uma diferença: a mistura sai muito mais uniforme! Exemplo, pedi sorvete de baunilha com morango e leite condensado. A mistura do sorvete com morando parecia que tinha sido feita em um liquidificador, sem perder a textura do sorvete! Uma delícia, super recomendo. Se eu não me engano, o nome é Mamá Cucharitas.

A noite, fomos jantar em um restaurante chamado Pachapapa. Demos sorte, fomos sem reserva e pegamos a última mesa disponível. Lugar bastante agradável, fica pertinho do hotel, bom atendimento e a comida muito boa. Ok, comemos pizza, mas isso não diminui de forma alguma a qualidade da comida!!

Clara, escrevendo sobre o dia 25 de abril.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Terceiro e último dia de Maratona Uyuni

Saimos do hotel por volta das 5:30 da manhã pois o objetivo era ver o nascer do sol no Salar de Uyuni.

Antes, informações básicas (fonte Wikipedia, pois nosso guia só deu informações erradas): é o maior e mais alto deserto de sal do mundo, com 10.582 quilômetros quadrados e a 3.656 metros acima do nível médio do mar. O salar é também o único ponto natural brilhante que pode ser visto do espaço. O salar foi formado como resultado de transformações entre diversos lagos pré-históricos (há mais ou menos 40 mil anos).
Sobre a primeira atração do dia... Rapaz... Que nascer do sol maravilhoso! Cada tom completamente definido no céu, que não tinha nenhuma nuvem, o reflexo no Salar, que tinha uns dois dedos de água, o que deixava tudo ainda mais mágico. Sim, estava frio, mas quem ligou? Fiquei apreciando o espetáculo da natureza, e valeu cada segundo!

De lá fomos para a Isla Incahuasi. Um "amontoado" de terra, com um morrinho, no meio do Salar e que possui cactos imensos. Muito lindo o lugar, e o fato de ter um morro proporciona vistas lindas para o Salar!

Depois paramos no meio do salar para tirar as famosas "fotos de efeito". Porém, das 6 pessoas do grupo, apenas 3 (comigo, claro) ficaram animadas para fazer as brincadeiras. Até o guia estava desanimado, não querendo ajudar... Mesmo assim valeu bastante a zoação!

Passamos pelo único hotel que está localizado dentro do Salar. Ele também é de sal, mas achei equivalente com o que passamos a noite... Seguimos pelo Salar até sairmos no Pueblo de Colchani, povoado também pequeno, porém, com várias lojinhas de artesanato. Claro que comprei meu imã!!

Por fim, antes de chegarmos ao destino final, passamos pelo Cemitério de trens. Não sei se era porque eu já estava cansada, mas não achei nada de mais... Seguimos para o destino final, a cidade de Uyuni, onde almoçamos e ficamos na agência de turismo de lá. Foi o que precisávamos, WiFi, depois de 3 dias offline! Kkkk foi bom não apenas pra dar notícias, mas também para trocarmos as fotos com os demais do grupo!

No meio da tarde Nilda e eu seguimos para o aeroporto e pegamos o avião em direção à La Paz, onde dormimos para no dia seguinte seguirmos para a próxima etapa da viagem!

Clara, escrevendo sobre o dia 24 de abril.